Psicologia Facebookiana
Mais uma vantagem virtualmente aportada pela invenção do século.
Temos todos uma capacidade inusitada de análise que desconheciamos.
Assim, a partir do que lemos, e principalmente do que não lemos, extraimos brilhantes conclusões, elaboramos intricados perfis que nisso se baseiam tão somente.
Os relatórios circulam por janelinhas privadas, satisfazendo a absoluta necessidade de se ter uma vida mais animada, preferentemente sem que seja a nossa.
Na verdade, nada disto é realmente novo, desde imemoriais tempos, era feito, nas igrejas, nas tabernas, no campo, chama-se cusquice!
Pode ser mais ou menos inocente, servir ou não objectivos mais ou menos definidos e prementes, mas, bastas vezes, passa a fronteira da curiosidade cusca e instala-se na maldicência pura.
E de amigos para sempre, passamos a inimigos figadais.
Maquiavélicos planos soçobram fruto na nossa clarividência e grande perspicácia.
Não se baseiam estas linhas em nenhuma experiência pessoal.
Também sou possuidor desta faceta.
Gosto de pensar que não sou transparente, podem ver através de mim, parte do que escrevo tem essa pretensiosa ambição, no entanto não esgota quem sou, na medida da minha real existência, que, tal como todos Vós, extravasa esta virtualidade, em lados lunares e ou solares.
Psicologia facebookiana, ou, como os paparazzis deixaram a estrada, e hoje passam a vida de olhos num ecran dum smartphone.
Nomeadamente, analiso-Vos!
M. i...

