quarta-feira, 28 de julho de 2010

elogio...

O elogio à má educação…

Confunde-se muito, hoje, a má educação com carisma ou carácter

Tendencialmente achamos que A ou B, pela sua arrogância e postura egocêntrica, tem uma qualquer importância, para nós desconhecida, que tudo justifica.

Seja na política, campo, infelizmente, carregado de exemplos, na vida profissional, social ou mesmo familiar.

Relevamos as desconsiderações, os abusos, as prepotências á luz desta importância.

Minimizamos as mediocridades normalmente associadas a tais comportamentos.

Potenciamos o seu aumento, enquanto, colegas, amigos e até pais, quando achamos que, fazer dos nossos filhos guerreiros de sala de aula, os torna mais fortes e capazes de lidar com o Mundo…

Calamo-nos, na sua condenação…

Permitimos que espalhem a injustiça…

E isto faz de nós piores seres humanos…

Vosso, polidamente, M.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

the real thing


Passado o desvario do post inspirado pelo serial killer de Torres,


vamos lá escrever alguma coisa, não bem escrita, ou relevante, nem sequer, provavelmente meritória do tempo que aqui dispendem... mas tão somente que me deixe a ideia de que alguma coisa, má ou boa, se retem destas linhas...



o desafio da folha branca, do ecran vazio, da moleskin, o que seja,


é coisa séria, não se pode levar de animo leve!



( momento de saborear mais um gole de café, companhia essencial nestas andanças)




muitas vezes sucumbimos ao facilitismo de, duma forma, não leviana mas algo despreocupada,

não que tenha de ser um processo doloroso per si... embora a criatividade envolva em si mesma algum desconforto... debitar palavras sem grande nexo ou lógica, ilógica porque também a uso frequentemente...



entendamo-nos, não me move a aprovação dos meus pares, não é a razão da existência deste espaço, a procura de alinhamentos ou pontos de vista comuns!



mas... o eterno mas que na vida, que não no caso, nos tolhe a mente e nos turva o raciocinio, também não me parece que se deva usar o tempo dos outros, porque é obvio que me agrada que me leiam, sem que esse mesmo tempo possa ter algum retorno.



Espero que na maioria das vezes que aqui vêem, saiam com a sensação de que valeu a pena, fazer um intervalo e abrir esta página...


os temas são variados, excluindo, por deformação própria, fruto da experiência, dolorosa essa sim, do blog das marretices, que mantive durante ano e meio, na medida em que cada post era uma violenta analise do que na altura, como agora, estava a acontecer e que na verdade não mudou muito, os protagonistas são os mesmos, os assuntos arrastam-se e nada mudou realmente...


concordo que talvez o inicio tenha duma forma que podemos questionar se deliberada ou não, conscientemente ou não, dado a ideia de que seria algo mais pessoal, mais introspectivo, e se lerem nas entrelinhas muitas das vezes é o eu mais profundo que se espraia e expoe, mas não duma forma aberta como provavelmente suposeram...


talvez seja melhor até, porque, convenhamos, eu não sou assim tão interessante que valha a pena lerem acerca das minhas inquietações e desventuras...


Posto todo este testamento, epistolar uma vez mais, começa a tornar-se um habito, escrever acerca do que escrevo e não escrever nada de novo, levantando-se a duvida se tal acontecerá muitas vezes por aqui..., deixo-vos com uma frase, que não sendo de todo inesperada me afigura que não deixará de vos provocar um sorriso... ou não!


A vida segue dentro de momentos...


Vosso, nomeadamente, M. i...


cereal quiller



o ar estava pesado...

as dobradiças rangeram sob o peso da porta...

passos faziam ressoar o soalho,

aproximou-se do armário, cauteloso

não previndo o que poderia acontecer numa fracção de segundo...

praguejando, desconsiderou a familia do carpinteiro...

... pobre sra que mais não fez que incentivar o filho a enveredar

pela arte do mobiliário na senda do que já 3 gerações lhe exigiam...

o dedo grande do pé tinha acertado em cheio na perna da mesa...

escolheu cuidadosamente o que lhe pareceu mais apelativo...

decidido abriu a gaveta...

um olhar maquiavélico, focou-se na maior faca que ali estava...

sentiu-lhe o peso, o toque na sua mão...

uma sensação de poder atravessou-o...

o vento assobiava na janela, lembrando-o da roupinha estendida,

mais uma vez, tinha de ir pedir a roupa interior á vizinha do r/c..

sentiu que era mais um sinal...

hoje seria o dia!

dum só golpe,

impiedoso cortou-o...

sentindo cada fibra a despegar-se,

devia estar a desmembrar cada nano particula,

separar cada atomo...

eufórico, ainda de faca na mão

mirou-se, orgulhoso, no reflexo do vidro escuro...

soturno o micro ondas apitou...

deu um salto, os musculos tensos, retesados...

pegou-lhe sentido o calor na sua mão...

escaldando-se, largou a pesada faca...

... pobre sra que mais não fez que pedir ao Sr. Antunes que desse emprego ao filho na cutelaria Antunes e Ca, porque o madraço cavar e regar não era com ele...

o sangue escorria num fino fio pelo mosaico frio...

uma tontura sobreveio...

desemparado, estatela-se, batendo com a cabeça na bancada em marmore de moleanos, relvinha se querem saber...

... nem a Sra já insultou, livrou-se esta, do peso de ter obrigado o petiz a rumar a Pero Pinheiro...

e, ali ficou, a esvair-se em sangue, nomeadamente, da cabeça mas também do pé...

numa qualquer 5ª f... ( afinal havia uma boa razão para alguém não gostar das ditas)

sem animal invertebrado...

com o gemeo em si...

portuguêsmente...

deixou a vida, segue dentro de momentos...a morte...


" Koniec "


como diria o grande Granja...


timidamente, primeiro ao fundo, espalhando-se de seguida a toda a sala...


ouvem-se aplausos...


clap clap clap


era um sucesso a fita!


" cereal quiller "


numa sala próximo de si!


Tenha medo, tenha muito medo!


Vosso, ICA men, M. i...




quarta-feira, 21 de julho de 2010

... tempo






tempo...

todo o que temos,

vivendo,
fazendo viver,

explorando...
olhando,
saboreando
momentos.

brilhando,
ofuscantes...
palidos
cristalizados...

gritando
razões...

escondendo,
virando,
a face
a alguém...

acreditando,
elevando,
caindo
vazios...

preserverantes,
expectantes,
seguidores
crença,
fieis...

delineando
gizando
caminhos...

caindo,
levantando
e caindo
de novo...

energicos,
empreendedores,
exauridos
descansamos...

seguindo...
a vida...
dentro de
momentos...

nomeadamente,
a minha,
a tua,
a minha e a tua, que não nossa...

separados,
por um oceano de desentendimentos
futeis,
intrinsecos,
irreconciliaveis...

doces...
amargos...
negros
claros
de luz
resplandescendo
na penumbra...

tempo, o tempo, quanto tempo...

ao tempo...

Vosso, em tempo, M. i...

segunda-feira, 19 de julho de 2010

portuguêsmente


Somos um caso á parte!
Sempre prontos para espreitar...
Para esticar o pescoço...
Virar a cabeça...
Apurar a audição...
Tudo o que nos possa ajudar a ver o que não querem ou não nos mostram!
Seja na fila do cinema, a tentarmos advinhar se é a mulher ou a amante...
No transito, mais que não seja para confirmar se é mesmo o tirar de macacos que ocupa o condutor do lado...
No restaurante a cobiçar o prato da outra mesa, porventura mais bem servido...
Mas, fazemos tudo isto com requintes de malvadez...!
Como quando assitimos a uma qualquer cena canalha e tratamos de no local e na hora tomar partido, sem ter a menor ideia do que se passa realmente, não hesitando, dando um ar de importância, em explicar a outros, inventando, obviamente, um qualquer argumento digno do spielberg dentro de nós, o que se passou e de quem é a culpa!
Ou a absoluta indignação quando na estrada temos de passar algum tempo na fila, provocada por algum acidente, quem sabe porque estava dificil de ver se era ou não o macaco..., e quando chegamos ao local do dito, como por milagre, passa-nos a pressa, passando ao papel do orçamentista automóvel que rapidamente avalia os estragos, e se não há sangue com fartura, bem podem esperar de nós o comentário: afinal tanta coisa para nada, disfarçando, mal, a irritação pela morbidez traida...!
Vamos alimentando a, necessidade de cuscuvelhice, nas revistas ditas cor de rosa, mas que afinal são quase sempre cinzentas, na devassa da vida, de quem, na maior parte dos casos, vive dessa mesma devassa, remunerada ou não...
Depois temos uma outra caracteristica que nos distingue, pela negativa, claro...
Somos invejosos! Patologicamente invejosos!
Ainda há uns tempos alguém me contava das dificuldades que lhe colocavam num projecto que á partida parecia ter tudo para vencer, e falava da reunião que tinha tido num organismo oficial em que o interlucutor lhe colocava engulhos em tudo o que lhe explicava... e riu-se quando eu lhe disse que isso era portuguesmente nosso!
Porque, o projecto ia dar bom dinheiro e a primeira reacção do outro lado é exactamente pensar, este gajo vai ficar rico bolas!! e eu vou continuar aqui porque não tive esta excelente ideia aparentemente tão simples!!! ahhh mas comigo tá lixado vou complicar-lhe a vidinha ai se vou!
Isto passa-se todos os dias, em empresas, bancos, organismos estatais, porque meus amigos, nós somos invejosos profissionalizados e sindicalizados!
Por fim, e em conjunto com as caracteristicas anteriores, está composto o ramalhete... somos especialistas em tudo o que não é connosco!
Somos os melhores treinadores de bancada do Mundo!
Os melhores pais dos filhos dos outros, a uma distancia razoavelmente segura, claro!
Temos as melhores soluções para os problemas de outrém!
Seriamos os patrões mais eficientes em qualquer ramo!
Maridos, Mulheres, Amantes, em tudo o que nada possamos fazer, somos mestres em resolver!
Portuguesmente somos, nomeadamente, um povo para quem a sua própria vida segue dentro de momentos, enquanto nos espojamos na dos outros, muito mais interessante, porque não implica que tenhamos verdadeiramente de viver!
vale a pena pensar nisto...
não que adiante alguma coisa, mas, eu gosto de dar este ar de que faço alguma diferença...
ouviram aquela história do outro que... a prima... pois...
Vosso, atento... M. i...

domingo, 18 de julho de 2010

restart


Tempo de férias, para mim tempo de recomeçar,
depois de algumas semanas, mais de um mês,
num ritmo de abrandamento de treino, forçado,
fruto de ano e meio de continuo esforço.
Esforço que resultou em ter atingido um patamar
que era para mim uma miragem, conseguindo
passar dum mero quase cicloturista, para alguém
que podia ambicionar a fazer classificações nas 1ªs metades das tabelas...
E não da classe mas da geral...
Agradeço aqui publicamente a quem me ajudou a chegar a esse nivel:
A ti que me deste a toda a força, que quantas vezes foste a razão de ter terminado, de me ter
superado, o meu primeiro pensamento vai para ti!
Ao amigo Oscar, 1º colega de equipa de Geo-Raid que me aturou em 3 provas,
em segundo o grupo do Cristovão e João Miguel, que fizeram o favor de me ajudarem na
preparação, e tiveram a paciência de por mim esperar quando de lingua de fora me arrastava
nas longas tiradas de treino até torres vedras.
Ao Paulo da Tangerina por todo o apoio técnico e a palavra amiga que sempre teve.
Ao Luis Gonçalves, que muito me ensinou do mundo das bicicletas!
Ao Pedro Simas por nunca deixar de me querer ver estoirado em mais uma saida de subidas sem fim!
Ao Holmes Place da Qta da Beloura, na pessoa dos seus instrutores de RPM que aturaram as
minhas aulas autonomas enquanto com eles partilhava a sala.
A todos os que comigo partilharam a serra ou estrada!
A familia que suportou, com alguma filosofia, este gajo agora que é velho é que lhe deu para
achar que ainda vai ganhar alguma coisa!, as minhas ausencias ou simplesmente as minhas
presenças sempre com as bikes na cabeça!
Capitulo encerrado! Nada voltará a ser o mesmo!
Volto a treinar sem a certeza se competirei mais alguma vez,
a minha vida, em varias das suas vertentes complicou-se bastante nestes ultimos meses...
Veremos o que o futuro me reserva...
Não descarto essa hipotese, mas nesta altura, o treino é essencial para manter a minha sanidade mental!
Quem sabe não nos cruzamos, numa qualquer estrada, numa qualquer serra...
Vosso, sempre, M. i...

sábado, 17 de julho de 2010

Adraga

...o sal no corpo
...a agua que enregelava os musculos
...a areia que fustigava a pele
...a falesia instável na sua imponência...

o calor da amizade...!

Estamos bem, quando estamos com os nossos amigos!!!


Animal invertebrado, muito irrequieto, que liga com cola zero! e imperial preta!
não ! não é uma invasão do post do outro dia, mas uma amabilidade do Xôr Chico do Murtal!
Recomendo!

Vosso, de bem com a areia, M. i...

sexta-feira, 16 de julho de 2010

A rede, teias que a vida tece

On line...

termo vulgarizado pela internet na ultima decada do milénio passado.
em linha, traduzindo grosseiramente do inglês...

linha para a informação, inicialmente com aplicações exclusivamente militares, foi-se espalhando, crescendo exponencialmente, quando foi tomada de assalto pelo utilizador comum.

e a par com a utilidade enquanto ferramenta exploratória da web, veio a faceta pessoal da mesma, o enriquecimento do universo cultural de cada internauta, cedo se transformou, por via de aplicações que se foram multiplicando na forma de chat´s, sites em que por meio dum nick se podia participar numa conversação escrita global ou trocar mensagens em privado entre dois ou mais participantes.

Desde logo e como é caracteristico da raça humana, a coisa descambou, se é que assim se pode dizer, para o campo das relações pessoais, mais ou menos virtuais, sendo que amiude, servia como meio de angariação de conhecimentos explorados pessoalmente em encontros combinados on line e que consoante os casos eram mais ou menos explicitos.

E estava lançada a confusão e o avatar! Só mais tarde conhecido por este nome, representava a personagem que cada um tentava criar de si próprio, a coberto dum anonimato mais ou menos bem resguardado.

Muita decepção aconteceu quando nalguns casos depois de meses e até anos de troca de mimos, decidiam conhecer-se e chegavam á triste conclusão que nada era o que parecia, não passando de pretensões virtuais alicerçadas em mentiras frequentemente muito bem urdidas.

Mas com o facebook tudo iria mudar. Inicialmente criado para os alunos duma universidade norte americana partilharem as suas fotos e dados pessoais, expandiu-se rapidamente para fora do campus, revolucionando a forma como as pessoas se relacionam na web, dando origem ás tão propaladas redes sociais.

Esteve adormecido dando inspiração aos criadores de outros sistemas, como o Hi5, talvez o de maior sucesso, o netlog e muitos outros.

Rapidamente os gurus da informação perceberam que esta era uma mina de informações pessoais, gostos, desejos, que ambicionavam ter para fins mais ou menos licitos.

De volta e de forma avassaladora o Facebook, conquistou mercado, não só enquanto plataforma de relacionamentos pessoais mas também e talvez o mais importante, como forma de chegar ao publico e aos potenciais clientes ou apoiantes, consoante se trate de empresas ou organizações dos mais variados quadrantes e interesses.

Hoje, é visto por muitos como indispensavel, uma companhia quer enquanto parceiro de trabalho, quer também como meio de interacções pessoais.

As vantagens de aproximar conhecidos distantes, desconhecidos carentes, faz do FB uma incontornavel via no relacionamento pessoal nos nossos dias.

Por outro lado vulgarizou o conhecimento entre pessoas, hoje, os internautas vêm os perfis alheios, descobrem preferências, interesses, formação e história de vida de outros, retirando todo o interesse no descobrir de quem somos, numa conversa olhos nos olhos.
Sinal dos tempos, necessidade de gratificação imediata, falta de tempo, escolham!

Para terminar, se é que ainda consigo ter alguém a ler este testamento, que suponho nada de novo trouxe, todos estes meios têm o seu reverso, uma especie de gemeo mal disposto, sabem a que me refiro..., envenenando relações, provocando equivocos, fruto de algo muito basico mas que permanece inmutavel desde o tempo em que as sms nasceram e que é a falta de entoação no que lemos, acresce a falta de pontuação e os erros ortográficos para estar estabelecida a confusão! se juntarem a maldicência e a falta de escrupulos manipuladora, têm o pacote completo para grandes chatices.

Já por mais duma vez senti na pele tais complicações e como até nem sou muito destas coisas imagino que todos o terão também experimentado.

Não quero com tudo isto dizer que vou deixar o facebook, mas confesso que o vejo de uma forma algo desconfiada e talvez me refreie um pouco nos comentários, inocentes que tenho produzido mas que já foram mal entendidos!

Tenho dito!

e obviamente e nomeadamente, a vida segue dentro de momentos!

1ª Epistola aos Bloguianos segundo M. i...

quinta-feira, 15 de julho de 2010

A insustentável leveza do ser

Hoje o titulo é sugestivo hem?!

Pois temos pena!

Foi só mesmo para cativar a atenção!

Se é que, ainda, ao fim de 3 tentativas de escrever alguma coisa tragico-cómica, consigo tal proeza...

Insisto no registo mais cómico, abordando um assunto mais leve, adequado a esta época de férias.

Refiro-me, como já devem ter suspeitado, à delicada questão da areia nas virilhas.

Bastas vezes, vamos, todos lampeiros,
atirar os ossos pra cima da silica, mais ou menos grauda,
dependendo da zona, geográfica, obviamente uma boa zona, sendo que,
desde já, posso garantir que o incomodo é inversamente proporcional á dimensão do grão!

Atirados, com as devidas atenções, afinal não queremos, digo eu...,
aterrar em algo mole e frio, caro e cada dia mais vulgar, que não uma alforreca,
mas igualmente titilante, e, desde logo
começa a batalha frenética com os elementos e quejandos!

Ele é o vento que só sopra quando resolvemos suportar aquela bicha,
não é a do 5º andar, essa maluca! doida varrida mulher!, da ponte,
o artista de boné enfiado até ao pescoço com o logotipo das tintas cin,
que ginga de faixa para faixa no seu saxo cup, com bufadeira inox, dupla,
e subwoofer a debitar watts RMS, como se o mundo terminasse amanhã.

O adolescente, com o acne em furia, que grita a plenos pulmões com os amigos acerca da noitada de shot´s e miudas descaradas,
completamente desbragadas...

enquanto mais um pontapé na jabulani,
promete acertar na grávida,
que exala mais uma baforada retirada do cigarro castanho escuro,
envia uma pazada de areia para o ar...

O armário testeoesteronizado ( é nova a palavra!) que passeia a atitude á procura de conforto para o ego, só e apenas, porque o resto... temos pena!

E, last but not least ( á que dar um ar internacional e intercultural á coisa) a areia!
A areia liga com sandes de chouriço, crocantes, com olhos vermelhos, lacrimejantes e
virilhas nomeadamente!

Pequeno animal invertebrado, irrequieto, que liga com cevada destilada e alfinetes!
( peço desculpa pela intromissão do caracol, fugiu do post daqui átrasado( mais uma concessão á regionalização).

E assim se passa mais um dia de férias,
imaginando que a vida segue dentro de momentos,
de descanso (?), para recarregar as baterias, voltar ao transito(!), à gritaria do dia a dia (!) e para a anormalidade que nos rodeia.

E ainda, ah pois é!, falta pagar os dias no paraiso da marisqueira Paraiso da Santola, onde torramos o cartão de crédito em sapateiras, chamuças e doces da casa ( semi-frio de natas e bolacha ralada por cima, que é uma delicia, é a D. Ermelinda que faz!)

Se não fossem as férias como iriamos nós resistir???

Porventura sabem de algum destino exótico para onde me exportar?
Prometo não voltar a escrever nada!!!

Vosso, areado, M. i...

quarta-feira, 14 de julho de 2010

gemeos




eu sei que tinha prometido que não havia gemeos, mas...

o segredo foi descoberto e não faz sentido, tentar desmentir...

não agora.

existe um gemeo, identico, absolutamente identico, com os mesmos hobbies,

a mesma dedicação ao desporto, ao treino...

inseparaveis, fundem-se como se fossem apenas um...


mas, e o mas, é aqui ainda mais assertivo,

são antagónicos, ou pelo menos bastante dispares, que não no conteudo, mas muito na forma!


enquanto um se reserva, mantendo um arreliante e muito desarmante low profile, caracterizado por um constante facies fechado, soturno, completamente lunar, que somente é interrompido, ou disfarçado, quando, amiude é certo, protesta, reclama, mostra o seu desagrado, relativamente a seja o que for e são muitas coisas que lhe parecem desproporcionadas, mal amanhadas, mal explicadas ou simplesmente autisticamente impostas.


Nem sempre é compreendido, talvez porque o rotularam de conflituoso, não passando nunca a linha da má educação, embora até disso já tenha sido acusado, o que até se entende, é caracteristico da mediocridade, muito mais fácil será atacarem-no que tomarem decisões, ou satisfazerem pretensões, que julga, justas e pertinentes e que na sua maioria são desejadas por muita gente que prefere calar para ficar bem vista...

o que quer que isso seja...


vivemos tempos de alguma estranheza comportamental, que se baseia numa dialética improvável e contra natura, entre o individualismo, a satisfação imediata de vontades e a absoluta e esmagadora necessidade de integração em grupos mais ou menos estruturados, muitas das vezes em substituição da familia, em falência acelerada, abdicando de direitos intrinsecos...

seja de que ordem sejam, quantas vezes apenas o respeito pelos individuos que são...


Demolidora estratégia, que a prazo os condiciona e lhes destroi a auto estima, porque baseada na imagem que fazem passar, que, nalguns casos, é exactamente o contrário da sua ímagem residual e estas contradições corroem-lhes a existência...

auto justificam-na com saidas, amizades superficiais, que de repente parecem que têm séculos, e que pela sua natureza, são redutoras, perenes, deixando-lhes, agravando-lhes, a amargura que acompanha os seus momentos de solidão, quando a mascara cai e têm de se olhar ao espelho...


E, depois, aparece o oposto, o gemeo, com ar descontraido, que não à vontadinha, aqui e ali, quiça simpático, por vezes roçando o brincalhão, que mais não é que, o aliviar da imagem de reserva, defensiva, também, que o gemeo adopta...


Como todos os gemeos, são inseparaveis, porque siameses, ligados pelo corpo e muitas vezes, pela mente!


Um não existe sem o outro, alimentam-se, um da alegria o outro da lucidez, dos seus opostos...


E a verdade é que são fruto também um do outro, existem ambos na forma que se lhes reconhece, com as suas diferenças radicais, as suas semelhanças reconditas, porque se complementam.


Será que são assim tão diferentes?


Serão gemeos ou apenas faces da mesma moeda?


Lado solar / lado lunar?


Será que apreciariam o mais recente se não tivessem conhecido o anterior?


No fundo todos temos o nosso gemeo, o tal lado lunar, a diferença estará na forma como o gerimos, como deixamos que cada lado se mostre aos outros...

sendo obvio que no curso da nossa existência,
fases há, em que nos parece que a vida segue dentro de momentos...,

e que condicionam, absolutamente, as faces, na sua prevalência...


São processos que envolvem aprendizagem, evolução, mudança, afirmação...

Irreversiveis, cabe-nos torna-los valorizadores do que somos,

para nós e também para os outros, sem falsos moralismos ou preconceitos,

respeitando os valores que norteiam a nossa existência, sem negar outras visões...


Longe está a perfeição, nomeadamente a minha...


cabe-vos, sem juizos de valor, entender a dualidade,

mas também a individualidade de cada um dos meus lados,

eu vou mante-los, não desaparecerá nenhum deles,

mas pelo peso que sobrevier de cada um,

resultará a pessoa para onde evoluo,

com as suas virtudes, mas principamente com os seus defeitos...


Estou bem comigo próprio, quero ficar bem melhor, isso é inquestionável!


Vosso, mais exposto que nunca,


M. i...

terça-feira, 13 de julho de 2010

o caracol, esse incompreendido

Bastas vezes,
tenho-me debruçado,
confesso que em algumas com resultados risiveis,
virando o boneco,
fruto do escorregamento uniformemente acelerado das pernas com aquelas rodinhas,
que insistem em meter nas cadeiras ditas rotativas rodadas ajustaveis e que,
ninguém me convence do contrário, mais dia menos ano,
até cinto de segurança passarão a ter..., conveniente até para segurar os postos de trabalho!
acerca da problemática, hoje mais actual que nunca, sim porque os dias que vivemos também afectam e de que maneira estas questões, pairando no ar a eterna duvida...

ah... e se e tal, ah pois é... mas... e o... disseram-me... e coiso...
nomeadamente ( Habituem-se! nomeadamente vai fazer parte de todo e qualquer post que aqui postarei, nomeadamente este!)

desiludam-se meus amigos, se me permitem ter este tipo de intimidade de tratamento, claro, somos afinal amigos certo?
cada qual come onde quer, de preferência na sua própria, mas cada caso é um caso...
se pensam que virei para aqui com rodeios de qualquer especie!
É que nesse caso nem vale a pena
darem-se ao trabalho de martelarem as teclas a digitar o titulo:
a vida segue dentro de momentos ( aqui está! ) no vosso navegador,
comprimidos para o enjoo são aconselhaveis,
porque meus amigos,
(outra vez, aconselhado pelo meu terapeuta, - Sôr M.i... trate-os como se os conhecesse!)

aqui o lema é ir directo ao assunto! Custe a quem custar doa a quem doer!

Desculpem mas eu sou assim, paninhos quentes só para lavar partes! Sejam elas as que forem, pudibundas ou não...

Espero que tenham ficado esclarecidos, sei que é demasiada informação, mas estou a preparar uma apresentação em puer poing..., powder boing..., horevê!
que terá umas imagens muito lindas de quedas de agua com musica do bubllê que apesar de muito linda, não adiantará nada, como se pretende!

Quando donlod... dwonl... sacarem, a apresentação, deverão, envia-la a 20 amigos no prazo máximo de 1 hora, sob pena de lhes crescerem caracois ( ah poizé!!! afinal havia uma razão para os incompreendidos!) em tudo quanto é pelo!

( entendem agora um pouco melhor porque é que eu não gosto de 3ªs f???)

Vosso, sem rodeios,

M. i...

segunda-feira, 12 de julho de 2010

2ªf...

Há quem ache que eu tenho algo contra as 3ªs f...



Na verdade até tenho! são a seguir ás 2ªs e antes das 4ªs e só por isso são passiveis de virar contra si todo o meu azedume e rancor! Nomeadamente!



Entendam! Nada me move contra o facto de ás 3ªs estarmos ainda a recuperar do fim de semana



De estarmos a analisar as jogadas mais marcantes do desafio, nada que envolva a redondinha, que eu não sou desses futebois, mas da grande partida que é a vida e que insiste em pregar-nos algumas, partidas, redundante vocabulo.



A lamber, vocabulo não redundantemente utilizado, mas muito mal visto, quanto a mim injustamente..., adiante, porque teriamos aqui muita dissertação a desbobinar, as feridas, literais no meu caso, quando o mesmo envolve a practica do btt, ou apenas, se é que assim se pode qualificar tal amarga realidade, do ego.



Claro que neste particular, qualquer dia é dia de lamber, mau... afinal já estou a abusar... as lacerações profundas que as partidas, já cá faltavam..., que a vida, que seguirá dentro de momentos, caso se estivessem a perguntar onde raio iria eu meter o titulo do blog, nesta pepineira..., nos prega!



Posto isto, repararão, ou serão muito distraidos, que, ao costume e num registo algo politico-oratório, caso exista esta associação de palavras hifenizadas..., nada adiantei, nem em nada contribui para o que quer que fosse, no sentido de explicar afinal porque raio não gosto eu de 3ªs feiras!

Ou será que quem o julga é que está errado?
Serei eu afinal um tuesday lover?
Será que passo a 2ª a pensar no que aí vem?
Não percam o próximo capitulo!
E não! Não vai incluir gemeos, afinal isto não é a TVI!



Se tivesse escrito isto numa qualquer folha de papel, estaria agora a chorar, num pungente momento de eco sensibilidade, as gramas de arvore desperdiçadas na feitura da mesma!

Assim, deixo ao V/ cuidado, o levantar de sobrancelhas, o franzir de testa, quiça, o abanar levemente da cabeça, mostrando o que já todos sabemos:



" Ele há gente com demasiado tempo livre entre mãos! "



Bem hajam ( sempre gostei deste termo, sei lá, dá aquele ar de que realmente me preocupo, com quem aqui vem ou o catano)



Vosso, sem abusos, M. i...

momentos ... iniciais


Momento para iniciar, um novo blog, numa nova fase da vida, que seguirá dentro de momentos...

momentos que se querem de realização de novas experiências, de recriar antigos hábitos, desenterrar ideias e razões á muito esquecidas, porque desnecessárias ou descabidas.

redescobrir o mundo lá fora, não que não vivesse nele, mas de repente, sem que tal fosse assim tão óbvio, mudou radicalmente, a forma como o vejo e até a forma como nele me integro.

momentos... com sentido, ou sem, futeis ou carregados de intenções, com ou sem segundas...

repletos de incertezas e inseguranças...
povoados por espiritos mais ou menos presentes...
retido na nevoa dos passados, mais ou menos recentes...
desassossego e inquietudes latentes...

iniciais, sem que sejam exemplo de futuros,
que se querem mais esclarecidos, menos enigmáticos,
mas que por ora, não o são, por manifesta dificuldade introspectiva clarividente...

espero que, sem que para isso o tenha criado, possa, de alguma forma, chegar a outras mentes, que se revejam, por qualquer que seja a razão, numa semelhante conflitualidade.

M.