terça-feira, 7 de dezembro de 2010

modéstias e falsas virtudes



Ena!

Grande titulo!

Promete!

Agitam-se as hostes!

Será que podemos esperar do escriba algo espirituoso ou não passará duma vil artimanha para conseguir a nossa ( vossa ) atenção?

Nem original é na pretensão...

Vivemos tempos de vis artimanhas...

...maldicência maquiavélica urdida com desvelo...

que se danem!

glorifiquemos antes os momentos!

relembremos os olhares!

retomemos os trilhos,

sintamos debaixo de nós o emanescente asfalto!

saboreemos os carbo hidratos sem sabor!

deixemos a areia escoar-se por entre os nossos dedos!


e nunca nos esqueçamos de quem somos e do que somos capazes!


que nunca nos consigam fazer desvanecer ou quebrar no ímpeto!


hoje, amanhã,


aqui ou onde for,


serei, eu...


Vosso, M. i...

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

La nave va...



Nomeadamente, seguirá, ao que tudo indica, dentro de alguns anos!
Vosso, ou do FMI, já não sei bem... M.i..

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Solução



A solução para grande parte das questões que nos coloca a vida, podem ser minoradas partindo dum simples principio.

A posse!

Tratarmos tudo como se fosse nosso!

O sentimento, a materialidade, tudo.

Não no sentido da posse pela posse, redutora, mas tão somente com o cuidado que pomos no que nos pertence.

Simplista? Pode até ser mas pensem nisto, ou não...

Vosso, ou seja meu, M. i...

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Shakesperiano



Em meditação...
Absorto...
Avaliando pros & cons...

Análise complicada, movida pelo desejo de não comprometimento da imagem que, residualmente, e talvez só isso, possuo do meu carácter...

Facetas comportamentais variadas que iludem, aparentemente...

Não sendo, conscientemente, manipulativas mas, supostamente, emergentes, de anos de contenção?!
Inabilidade...
Que não sirva de desculpa..., haverá algo a desculpar?
Evitam-se...

Veremos onde nos leva esta fase, de descoberta, nomeadamente...

Vosso, or not, M. i...

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

semelhantes



Somos seres racionais embuídos dum espírito que, distinguíndo-nos, nos aglutina em grupos. Estereótipos mais ou menos rebuscados nas suas características intrínsecas.

Somos iguais sendo diferentes. seremos iguais porque diferentes ou diferentes na nossa igualdade?

O que nos distingue, que não as feições ou dados físicos, embora também estes condicionem, muito, a forma como interagimos com o mundo, com os nossos iguais e também com os diferentes, será, numa analise que hoje li, breve mas muito lúcida, não as questões, que todos nos pomos, a não ser que estejamos, por imposição física ou pior por opção mental, ligados à vida duma forma algo... vegetal, mas o que fazemos com as respostas!

Os estímulos, revestindo-se de diferentes formas, são, no seu âmago, os mesmos para todos, vividos mais ou menos intensamente, acabam por versar os temas básicos da vida, por mais intrincados que se coloquem.

Saúde, Amor e Dinheiro.

Simples não? Como tudo, o que se nos apresenta na vida, se resume a um destes temas ou ás suas interacções, porque nenhum deles se pode, completamente, separar dos outros.

Saúde, física ou mental, nossa ou de terceiros.

Amor, nas suas várias vertentes que abarcam tudo o que se refere a emoções e relações.

Dinheiro, trabalho, carreira, realização pessoal.

Resulta desta analise que da forma como gerimos estas três componentes, qualquer delas com facetas, que podemos ou não controlar, mas também com o elemento da imponderabilidade, que por isso mesmo é o que mais nos aflige, pela impotência que nos atribui, que nos caractreriza e integra num qualquer grupo, que nos reduz a uma imagem global do mesmo, mas, sem o qual, nos sentiríamos menos integrados nesta jornada a que nos devotaram.

Somos então iguais no input mas diferentes no output, semelhantes nas incertezas mas diferentes nas certezas?

Caminharemos para uma Sociedade mais igual ou mais diferente?

No futuro depararemo-nos com uma realidade mais assertiva sublinhando as diferenças, ou numa massificação disforme que nos equaliza a todos enquanto pequenas frases dum grande livro do qual não controlaremos o final?

Valerá a pena pensar nisto?

A questão aqui fica, as respostas surgirão, o que faremos com elas a cada um compete decidir, mas por favor decidam, porque vivemos um tempo de não decisão, de adiamento, de delegação de decisão, num campo em que isso não deveria ser nunca possivel, o do nosso livre arbitrio!

Duma forma inexoravel, a vida segue dentro de momentos, cabe-vos, a Vós, enquanto Individuos, fazer com que continue da maneira que vos parecer ser a Vossa, nomeadamente!
Vosso, filosoficamente, M. i...

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

vaidoso...

Só mesmo para lembrar e até porque ninguém disse nada acerca de nenhuma delas...
Todas as fotos usadas neste blog são de minha autoria.
Cedo direitos para t shirts, canecas e tapetes para rato de computador!
Sempre atrás do elogio pensarão os mais analistas...
A armar-se atirarão outros.
E eu confirmo, estão todos completamente certos!
Tudo isto tem uma explicação que reside nomeadamente, na auto estima e bla bla bla...
E não! Não fui vitima dum qualquer erro de apreciação!
Sou mesmo um grande cromo!
Este post para destoar do tema, e não é por casmurrice minha, não terá foto!
Mas estou num computador alheiro ( sim! é alheiro mesmo, e sim, continuo a achar que sou engraçado!)
Vosso, emulsionado, M. i...

domingo, 22 de agosto de 2010

condenados...



este post irá ser odiado por grande parte de Vós estimadas leitoras.

entendam! nada me move contra Vós, a não ser por vezes uma incontrolavel vontade...

felizmente e pedindo desde já desculpa por tal á danone, falta-me aquele bocadinho assim...

sem que a questão do tamanho, eterna duvida exestencial, para a qual ouvi, acho, a melhor explicação; elas só dizem que não importa quando, em casa, têm deficiências nesse campo, assuma importância no contexto...

adiante, a coisa dá-se quando me questiono afinal o que se passa entre mim e as mulheres?

pouco..., eu sei, mas, ainda assim, do pouco que se passa, algo se passa!

parece-me óbvia a conclusão... ( olhe que não, olhe que não ouvir-se-á na sala )

( sala enquanto ciberespaço claro, eu não imagino que estejam todos numa sala a ler-me..)

( pelo menos agora já não...)


cá vai, eu acho que é por estoicismo que insisto!!!!!

em tentar entende-las, compreende-las, toca-las de alguma forma...

ok! Talvez uma mescla de estoicismo e de masoquismo, salpicada aqui e ali por uma pitada de sadismo, encoberto, direi eu, obvio gritarão Vocês...

estoicismo porque é tarefa impossivel...
masoquismo porque é tarefa impossivel...
sadismo porque, advinharam, é tarefa impossivel!

mas... será todo este discurso uma falácia?

terá tudo isto vindo á colação apenas para que ela se revele, saia do roupeiro?

porque a acreditar nas ultimas noticias provenientes do grande centro canibal do suor, é tudo tão somente uma questão de... lesbianismo?

Não é debalde que se sucedem as mais ou menos subtis, alusões a desconfianças quanto ao genero... meu nomeadamente...

existirá também uma gemea? e será ela que comanda a vida na sua vertente mais... afectiva?

eu sempre confessei que sou lésbico! Adoro mulheres!!

Não! Não me cataloguem! Adoro mulheres mas, não sou do tipo cruz na parede porta na cara!

Não sou fã do descartavel, prefiro o reciclavel!

Por isso, o apelo aqui fica, vamos reciclar as nossas mulheres!!!!

Num assomo de consciência ecologista, façamos delas seres mais amigos do ambiente, ou seja façamos delas seres mais... disponiveis, conscientes da nossa importância na sua vida...

e agora desculpem-me mas vou tratar desta batalha interna entre gemeos, talvez um prozac????

a vida segue dentro de momentos, agora vou abrir a porta a uma qualquer organização feminista, não sei se me querem recrutar se espancar...
Vosso (a), M. i...

vale a pena!




Com o calor, lá fora, apetece ficar ao fresco.

os treinos intensificam-se, a 1ª prova, do pós, descanso, está agendada para o próximo dia 4, no Marão.

Servirá, espero, como preparação, minha e do meu colega de equipa, para o desafio que se aproxima no Algarve com a Serra da Foia, e a subida até aos 900m, como cenário de partida em Outubro.

Será uma oportunidade para perceber se o treino tem sido eficaz, se as pernas e a cabeça suportarão dois dias de prova que prometem ser exigentissimos. No primeiro, 157 kilometros nos esperam, com um desnivel acumulado de 3900 m, ou seja o mesmo que subir á torre vez e meia desde o nivel do mar... O segundo, mais calmo, pudera, terá uma etapa com 66km e desnivel de 2700m, coisa pouca portanto.

Por entre montes e vales até as paisagens magnificas da Costa Vicentina em cujas arribas serpentearemos. Passando pela rude e arida paisagem da planicie, debaixo, se puder ser era bom, dum sol que brilhará já menos quente.

O treino de ginásio, num plano diferente, tem também sido importante, podendo, se houver paciência para tal, passar a priveligiar, igualmente, uma componente de musculação, para dar força muscular e resistência para as longas horas, que se estimam numas miseras 9 a 10 mais talvez umas 4, que passarei em cima da menina...tudo num fim de semana...

Vale a pena desafiarmo-nos, estabelecer metas, delinear objectivos, sem isso apenas vamos vendo os dias passar.

Não vos digo que peguem na menina e se metam a fazer maratonas, mas quem sabe?!

Não serei eu um exemplo do que é possivel conseguir-se, com preserverança e espirito de sacrificio?

Quem já viu a memoravel foto, sabe bem como eu era antes de enveredar pela vida activa, do alto dos meus 1,81 e 93 kls... sim! 93 kls! Sabem o boneco da Michelin? Era assim mais ou menos...
Hoje pavoneio-me, sim tenho orgulho no que consegui, com os meus 68/70!
Sem qualquer quimico, mas com muito esforço e confesso, muito sacrificio!

Valerá a pena? Repito.

Vale, sabem porquê?

Ainda no outro dia dava uma volta num grupo, com um ex atleta, O Félix ,de 67 anos, que nos segue na roda, mesmo quando os ritmos atingem uns inacreditaveis 52 kmh nas rectas de Carcavelos! Dando-se ainda ao luxo de partir num alucinante sprint, sua especialidade, deixando muita gente para trás!
Ontem um outro ex profissional, Victor Correia, com quase 70 anos, a pedalar como se tivesse 30, melhor do que a maioria dos que têm 30!
Os exemplos são inumeros!

Pensem o que as pessoas que conhecem com estas idades fazem aos sabados e domingos de manhã e comparem!

Eu vou continuar a pedalar, a tentar contrariar o tempo, naquilo que for conseguindo, pela minha saude, mas, acima de tudo pelo prazer!

De ter os meus amigos ali a pedalar ao meu lado!

De poder disfrutar de sitios e paisagens que doutra forma não são acessiveis!

De, no fundo, fazer parte deste grande grupo dos que não desistem!

para quem a vida mais que seguir dentro de momentos, se renova a cada dia!

Vale a pena, já cá faltava a frase, pensar nisto! Nomeadamente!


Vosso, cansado mas de bem com a vida, M. i...

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

a juventude



este é um tema sobre o qual muita tinta sempre correu, que não agora que a dita está em vias de extinção substituida pelo pixel.

uma das vertentes deste vasto assunto, é a duração da mesma, até quando somos, nós humanos, jovens?!

existem inumeras teorias, metodos de calculo mais ou menos biológicos, formulas matemáticas intrincadas, enfim é daqueles casos em que cada cabeça sua sentença!

deixando as usadas duma forma " oficial " que baliza os direitos dos jovens, vamos antes debruçarmo-nos, cuidado com as vertigens que a cabeça já não é o que era, acerca das que regem a nossa vida mais social.

somos jovens enquanto saimos á noite, encharcamo-nos em shots e lá pra meia noite estamos deitados no passeio a gregoriarmo-nos violentamente?

somos jovens se vamos jantar ao bairro, encharcamo-nos em sangria, em shots, vamos pro bar e bebemos umas imperiais e lá pra 1,30 estamos deitados, etc etc?

somos jovens se formos jantar, encharcamo-nos em branco geladinho, amendoa amarga, vamos pra disco, encharcamo-nos em vodka, nomeadmente do preto, e lá prás 5,00 estamos sentados no passeio, etc etc?

pois por aqui não vamos a lado nenhum porque o que varia são os venenos e a duração do efeito!

o que nos distingue então?

será a recuperação?

se só nos conseguirmos levantar lá prás 2 da tarde somos mais jovens do que se nos levantarmos as 11 ou ainda seremos uns petizes se as 9 estivermos á porta do ginásio prontos para malhar mais um treino?

será que a diferença está no tempo que desperdiçamos?

na forma como o desperdiçamos?

obviamente estará sempre nos locais onde o gastamos.

em quem nos grita que é horas de levantar,

nas interrogações que nos assaltam no dia seguinte, ou a sua ausência.

mas parece-me que essencialmente, estará na frequência com que o fazemos.

a juventude, neste particular, abandona-nos na inversa proporcionalidade da vontade que temos de sair todos os dias.

mas será a juventude quantificavel pelas vezes em que saimos?

redutora visão, obvio.

outras se seguirão, como a vida, dentro de momentos, se o feedback assim o justificar ( donde e pela avassaladora onda de comentários que tenho acumulado, estão livres de mais esta temática a assombrar-lhes a paciência!)

para finalizar, sempre lhes digo, que pelo meu lado, de cima desta provecta idade, considero-me assim tipo, semi-novo, rodagem completa, motor afinadinho, algumas folgas, mossas várias na carroçaria, mas a acelerar vida fora! Assim o chip vá permitindo!
Vosso, imberbe, M...i.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Posts intrometidos



Peço desde já desculpa, embora sendo completamente alheiro a tal.

Ontem foi aqui publicado um post, pretensamente em meu nome, mas, o mesmo, é fruto duma mente perturbada, que, não nego, sendo minha também, é no entanto marca registada do gemeo nº3...

Pois... existe um 3º...

Além do mal disposto e do bem disposto, existe também um outro. O partidário da teoria da grande conspiração! que acha que tudo tem um qualquer fim menos óbvio e que não acredita, nada, na bondade humana, nas suas inumeras virtudes e abnegadas manifestações.

Isto começa a parecer algo do genero, M... i. e as suas multiplas personalidades...

Quantas cohabitarão, na sua mente?

Vão ficar para ver, ler?

Ou ( opção recomendada para utilizadores mais sensiveis ) vão rumar a outras paragens e ler blogs de culinária?

Caso decidam permanecer ligados, aviso, desde já, que é por vossa total conta e risco, não se responsabilizando o subscritor por eventuais danos na mioleira ou ataques incontrolaveis de tédio! Nomeadamente!

a vida segue dentro de momentos, revista e comentada pelo gemeo revisor oficial de textos!
( sem lápis azul, que foi instrumento demasiado empolado na história recente...)

Vosso, revisto ( não actualizado ), M...i.

domingo, 15 de agosto de 2010

Este país não é para nós...


Não é!
Para nós que pertencemos, ou pertenciamos, já é plausivel a duvida, á classe média...
Para nós que pertencemos aos que vivem do seu trabalho, sem subsidios, sem mordomias, sem ajudas ou estimulos...
Para nós que acreditámos existir um rumo, uma politica ou estratégia de futuro na classe que nos governa, governando-se em negociatas e compadrios, sem julgamento ou castigo...
Vivemos dias dificeis, esmagados por uma terrivel, mas ao mesmo tempo tão simples, lógica.
Senão vejamos;
Tudo começa a complicar-se com a adesão à, então, C.E.E., ideia defendida como o paraiso, com mundos e fundos, para, bem á maneira que tão bem dominamos, estoirar em mordomias, envelopes e muitos bens materiais não produtivos.
Vinha dinheirinho para abater barcos da frota pesqueira, afanosamente logo os armadores aproveitavam para comprar mais uma viatura de alta cilindrada!
Vinha dinheirinho para arrancar oliveiras e vinha, logo se investia numa nova casinha, com 20 quartos ar condicionado e parabolica!
Dinheirinho para cursos de formação, significava chorudas receitas, partilhadas entre quem os ministrava e os frequentava sem ter a minima intenção de deles retirar qualquer proveito profissional!
E fomos depauperando a maquina produtiva deste jardim á beira mar plantado sem que quizessemos sequer pensar que quando a esmola é grande o pobre deve desconfiar!
Seguiu-se a adesão ao Euro, mais uma ideia, partilhada pela grande maioria, de que essa era a panaceia para termos o nivel de vida dos outros parceiros monetários.
Vivemos então tempos de vacas gordas, quais cigarras de verão...
Mas o inverno esperavamos inexoravel e fatidicamente...
Assim sem produzirmos practicamente nada, sem mecanismos cambiais que nos permitissem criar vantagens que não pela competitividade nacional, ao mesmo tempo com vicios de ricos, afogados em crédito, deparamos com a crise, de cariz muito nacional, disfarçada durante anos pela pujança do crescimento da economia mundial, e descambou na actual situação de puro desastre...
E nesta redutora lógica chegamos ao cerne da questão!
Somos, enquanto portugueses comuns, parte do problema que não da solução!
Confusos?
Sigam, se para isso ainda aí continuarem, não tenham ido ver como o glorioso levou dois da Académica em casa, assunto de vida ou de morte para 6 milhoes de portugueses, o meu raciocinio:
Não produzindo nada, tudo o que consumimos é importado, donde, o importante é que não consumamos, ao contrário do que vem nos livros, a retoma nacional passa não pelo aumento da procura interna, mas pela sua completa anulação...
Quanto menos importarmos, seja bens consumiveis, duradouros ou tão simplesmente energéticos, como o gás ou o petroleo, mais depressa equilibramos a balança comercial!
Simples não é?
O limite para a contenção é a sustentabilidade da situação social do País.
Desde que as classes mais "desfavorecidas", mais reenvidicativas, sejam subsidiadas, esta sustentabilidade mantrer-se-á em niveis aceitaveis, com escaramuças esporadicas, por razões menores.
Ficam de fora desta lógica aqueles que, envergonhados, se mantêm em casa, enquanto o banco não lhas penhora, sem conseguirem satisfazer as mais basicas necessidades alimentares ou de saude das suas familias...
Não se imagine que é exagero, olhem á vossa volta, os amigos que ficam desempregados, sem dinheiro para o colegio dos filhos e que mais cedo ou mais tarde, vão entrar em falencia acelerada e irreversivel.
Muitos ainda não perceberam a total extensão do que se lhes depara, continuando a carregar no cartão de crédito á espera do milagre que teima em surgir...
E para agravar a situação, a classe alta, cresce sem preocupações, atentem na quantidade de viaturas novas de gamas mais altas com que se cruzam nas estradas!
E não pensem que é crédito ao desbarato, porque hoje quem consegue crédito tem de ter posses para o pagar, e de que maneira!
É uma visão negra, redutora na opinião de muitos, mas façam o favor de pensarem bem, vão ver que talvez esta seja uma realidade bem mais plausivel do que á primeira vista vos aparenta...
Soluções? Não vejo, somos governados pela geração J e as cores nada mudam, corporativismo a toda a prova, telhados de vidro em todos os quadrantes e sobrevive o lema, bem português, se eu não me aproveitar outro se aproveitará!
Vosso, desbragado, nomedamente, M.i...

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

A luz ao fundo...


Finalmente, descobrimos a nossa vocação enquanto País!

Somos um país exportador de Futebolistas!

Importamo-los a eito, vindos das mais distintas proveniências, a baixo ou médio custo, polimo-los no competitivissimo campeonato nacional e ala que se faz tarde, aí vão eles empacotados em pochettes LV e sapatos DC, mundo fora!

Está tudo muito bem, nem vou comentar o que depois acontece às receitas de tal negócio, nem a aparente obscuridade, das titularidades dos passes dos jovens, uns, outros... apenas semi-novos!

Acontece porém que estamos a falhar a desperdiçar toda uma geração de... dirigentes!

Porque não exportar tão ilustres exemplos de argucia empresarial, excelência diplomática, oratória invejável?

Não faltarão, nas sete partidas do Mundo, quem queira tal valor acrescentado nas suas organizações!

Isso sim seria facturar!

Em prejuizo nacional. obviamente, mas, rapidamente, seriam substituidos na função,
... tanto arrivista em pulgas por trepar a escada do sucesso futebolistico, com a interessante e invejavel impunidade, quiça superior à que, sem que se entenda porquê, numa democracia de direito, gozam os representates do povo no hemiciclo?!

Vamos manda-los todos para um País exótico!!!

Quem sabe é um mercado que se abre, e não conseguimos juntar no pacote presidentes de câmara e outros ilustres e abnegados servidores da nação?!

Eu por mim, desde já, recomendo o ... pois é melhor não...
mas pensem e vão encontrar inumeros exemplos de exportáveis por esse País fora!

Vão pra fora, deixem-nos cá dentro!

Quem sabe seguiria a vida dentro de momentos...

Vosso, nomeadamente, por cá, M. i...

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

a sombra


ando, de há uns tempos a esta parte, desde aqui átrasado... ( voltam as concessões, Sr Engº Mota, não é consigo! ao norte)

para aqui me vir espojar, sem espernar, coisa que era capaz de levantar muito pó, nesta dialéctica, palavra que não faço ideia do que quer dizer mas que fica sempre bem, da coisada da sombra, do sombra..., como preferirem! ( o cliente manda, transferências vias iban de preferência, se preferirem, pescadinha de rabo na boca)

Assim sendo, desde imemoriais tempos ( passe o cliché á Hermano Saraiva, e não, não vou aqui tecer qualquer teoria coadjuvante da naturalidade ou não do Grande Camões da bela vila de Constância, que, para mim, continua a ser famosa, principalmente, pela sua doçaria fina que nos deixa menos... finos) que nos debatemos, qual ovo e galinha, mas menos colestoralizante ( palavra nova, venha o tonecas adicionar ao dicionário pós acordo cacortográfico), com a questão da sombra versus original.

Será a dita fruto da volumetria do original quando banhado pela luz, ou, e acreditem que também esta perspectiva tem pernas para andar, como se isso fosse possivel, uma perspectiva andar, será que o original é resultado da penumbra que reflete da dita em contraste com a luz que a ilumina ( ia escrever banha mas é uma palavra demasiado grosseira que nos remete para gastronomias mais gordurosas que hoje devemos a todo o custo, evitar, preferindo as saladinhas carregadas de maionese e delicias do mar... ).

Existem exemplos a corroborar ambas as opiniões, de qualquer forma pensem num em particular que nos entrou ( salvo seja, que só a ideia de tal figura respirar o mesmo oxigénio me dá urticária ) casa dentro, desfazendo-se em perversões e desculpas em que afinal não estava lá, estava, claro, quer dizer, não participou, mas... sim despachou! mas... não era..., nos ultimos dias e deduzam por Vós próprios, era a (o) Sombra, ou apenas o original de tal apelidado por evidente e concertada, voluntariosa, opção?

Somos ou não a sombra que projectamos, pode ou não, ser ela que nos comanda?

Em ultima análise, é por manisfesto interesse que a temos? Ou é por absoluta necessidade que a produzimos, mantendo-nos nós, ao contrário do que seria expectavel, na penumbra que ela encerra em si?

Quantas sombras haverá por aí que duma forma mais ou menos subrepticia se apropriam das suas fontes, tornando-se não a sua consequência mas tão só a sua causa?

Terá mesmo esta dissertação alguma valência mais que não a de gastar o V/ tempo?
Nomeadamente?

Vosso, ensombrado (?) M. i...

verão!




Verão!

Ando á canos a ameaçá-los que verão!

Já estão a ver?

O que estamos nós a ver, perguntarão...

Estão a ver o que vos prometia!

Quando dizia verão, era exactamente a isto que me referia!

E agora vêem!

Se ainda não estão a ver é porque o verão ainda não acabou!

Quando o verão terminar verão!

E vai haver muito mais para ver, se vai...

Eu para a rentrée acho que vou deixar o gemeo tomar mais conta das operações!

Afinal não correu tão bem assim enquanto ele foi de férias...

Verão...

Acaba o dito e... verão.

Vivam o verão! Nomeadamente! Porque depois...
a vida segue dentro de momentos!
Vosso, se me vêem, M, i...

domingo, 1 de agosto de 2010

a morte


...flagelo, que, a tempos, nos atinge na sua terrivel dimensão, levando quem nos faz falta.

deixando-nos, amiude, a consciência intranquila, por acharmos que poderiamos ter avivado ligações, dito o que nos ia na alma, mostrando o quanto eram, para nós, importantes os que vão.


...tempo para, duma forma algo, recorrente e sempre por breves momentos, pensarmos o quão perene é a existência, fazermos planos, rápidamente esquecidos, de melhorarmos enquanto seres humanos, no seio da familia, dos amigos, colegas de trabalho, enfim nas relações que povoam a nossa vida.


...passando esta elevação para o costumeiro coitadismo, de personalizarmos a perda, ou de, até, glorificarmos a sorte de quem foi...


...contruimos mecanismos mentais e de conforto religioso, esotério ou de qualquer outra indole, para lidarmos com tal facto, que, estranhamente, pela forma como o encaramos, é o que por mais certo temos, logo a seguir ao de nascermos.


...propalamos aos 4 ventos que não a tememos, mas fugimos dela a sete pés, como se isso possivel fosse...


e, esquecemos o essencial, só morre quem não viveu!


só desaparece quem não deixou laços!


só é olvidado quem não mudou algo na vida de alguém!


...nem interessa se para melhor ou não, se para o bem ou o mal, mas viveram e isso sim evita-lhes o esquecimento a que votamos os que passaram pela vida, duma forma inócua, preocupados em nada fazer, decidir, realizar, por medo de errarem, de não fazerem bem feito...


...haverá pior morte, do que aquela em que nenhum dos nosso pares seja capaz de, depois de esta acontecer, enumerar as coisas que fizemos, as obras que deixamos, a amizade que fomos capazes de partilhar, as razões, enfim, porque faremos falta?



( escrito em homenagem a António Feio, que não morreu!!!

Antes vive em cada palavra que lhe ouvimos, em cada gargalhada que nos arrancou, no sorriso que nos planta no rosto o simples ouvir do seu nome!

Toni, sempre estarás entre nós!

RIP )



quarta-feira, 28 de julho de 2010

elogio...

O elogio à má educação…

Confunde-se muito, hoje, a má educação com carisma ou carácter

Tendencialmente achamos que A ou B, pela sua arrogância e postura egocêntrica, tem uma qualquer importância, para nós desconhecida, que tudo justifica.

Seja na política, campo, infelizmente, carregado de exemplos, na vida profissional, social ou mesmo familiar.

Relevamos as desconsiderações, os abusos, as prepotências á luz desta importância.

Minimizamos as mediocridades normalmente associadas a tais comportamentos.

Potenciamos o seu aumento, enquanto, colegas, amigos e até pais, quando achamos que, fazer dos nossos filhos guerreiros de sala de aula, os torna mais fortes e capazes de lidar com o Mundo…

Calamo-nos, na sua condenação…

Permitimos que espalhem a injustiça…

E isto faz de nós piores seres humanos…

Vosso, polidamente, M.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

the real thing


Passado o desvario do post inspirado pelo serial killer de Torres,


vamos lá escrever alguma coisa, não bem escrita, ou relevante, nem sequer, provavelmente meritória do tempo que aqui dispendem... mas tão somente que me deixe a ideia de que alguma coisa, má ou boa, se retem destas linhas...



o desafio da folha branca, do ecran vazio, da moleskin, o que seja,


é coisa séria, não se pode levar de animo leve!



( momento de saborear mais um gole de café, companhia essencial nestas andanças)




muitas vezes sucumbimos ao facilitismo de, duma forma, não leviana mas algo despreocupada,

não que tenha de ser um processo doloroso per si... embora a criatividade envolva em si mesma algum desconforto... debitar palavras sem grande nexo ou lógica, ilógica porque também a uso frequentemente...



entendamo-nos, não me move a aprovação dos meus pares, não é a razão da existência deste espaço, a procura de alinhamentos ou pontos de vista comuns!



mas... o eterno mas que na vida, que não no caso, nos tolhe a mente e nos turva o raciocinio, também não me parece que se deva usar o tempo dos outros, porque é obvio que me agrada que me leiam, sem que esse mesmo tempo possa ter algum retorno.



Espero que na maioria das vezes que aqui vêem, saiam com a sensação de que valeu a pena, fazer um intervalo e abrir esta página...


os temas são variados, excluindo, por deformação própria, fruto da experiência, dolorosa essa sim, do blog das marretices, que mantive durante ano e meio, na medida em que cada post era uma violenta analise do que na altura, como agora, estava a acontecer e que na verdade não mudou muito, os protagonistas são os mesmos, os assuntos arrastam-se e nada mudou realmente...


concordo que talvez o inicio tenha duma forma que podemos questionar se deliberada ou não, conscientemente ou não, dado a ideia de que seria algo mais pessoal, mais introspectivo, e se lerem nas entrelinhas muitas das vezes é o eu mais profundo que se espraia e expoe, mas não duma forma aberta como provavelmente suposeram...


talvez seja melhor até, porque, convenhamos, eu não sou assim tão interessante que valha a pena lerem acerca das minhas inquietações e desventuras...


Posto todo este testamento, epistolar uma vez mais, começa a tornar-se um habito, escrever acerca do que escrevo e não escrever nada de novo, levantando-se a duvida se tal acontecerá muitas vezes por aqui..., deixo-vos com uma frase, que não sendo de todo inesperada me afigura que não deixará de vos provocar um sorriso... ou não!


A vida segue dentro de momentos...


Vosso, nomeadamente, M. i...


cereal quiller



o ar estava pesado...

as dobradiças rangeram sob o peso da porta...

passos faziam ressoar o soalho,

aproximou-se do armário, cauteloso

não previndo o que poderia acontecer numa fracção de segundo...

praguejando, desconsiderou a familia do carpinteiro...

... pobre sra que mais não fez que incentivar o filho a enveredar

pela arte do mobiliário na senda do que já 3 gerações lhe exigiam...

o dedo grande do pé tinha acertado em cheio na perna da mesa...

escolheu cuidadosamente o que lhe pareceu mais apelativo...

decidido abriu a gaveta...

um olhar maquiavélico, focou-se na maior faca que ali estava...

sentiu-lhe o peso, o toque na sua mão...

uma sensação de poder atravessou-o...

o vento assobiava na janela, lembrando-o da roupinha estendida,

mais uma vez, tinha de ir pedir a roupa interior á vizinha do r/c..

sentiu que era mais um sinal...

hoje seria o dia!

dum só golpe,

impiedoso cortou-o...

sentindo cada fibra a despegar-se,

devia estar a desmembrar cada nano particula,

separar cada atomo...

eufórico, ainda de faca na mão

mirou-se, orgulhoso, no reflexo do vidro escuro...

soturno o micro ondas apitou...

deu um salto, os musculos tensos, retesados...

pegou-lhe sentido o calor na sua mão...

escaldando-se, largou a pesada faca...

... pobre sra que mais não fez que pedir ao Sr. Antunes que desse emprego ao filho na cutelaria Antunes e Ca, porque o madraço cavar e regar não era com ele...

o sangue escorria num fino fio pelo mosaico frio...

uma tontura sobreveio...

desemparado, estatela-se, batendo com a cabeça na bancada em marmore de moleanos, relvinha se querem saber...

... nem a Sra já insultou, livrou-se esta, do peso de ter obrigado o petiz a rumar a Pero Pinheiro...

e, ali ficou, a esvair-se em sangue, nomeadamente, da cabeça mas também do pé...

numa qualquer 5ª f... ( afinal havia uma boa razão para alguém não gostar das ditas)

sem animal invertebrado...

com o gemeo em si...

portuguêsmente...

deixou a vida, segue dentro de momentos...a morte...


" Koniec "


como diria o grande Granja...


timidamente, primeiro ao fundo, espalhando-se de seguida a toda a sala...


ouvem-se aplausos...


clap clap clap


era um sucesso a fita!


" cereal quiller "


numa sala próximo de si!


Tenha medo, tenha muito medo!


Vosso, ICA men, M. i...




quarta-feira, 21 de julho de 2010

... tempo






tempo...

todo o que temos,

vivendo,
fazendo viver,

explorando...
olhando,
saboreando
momentos.

brilhando,
ofuscantes...
palidos
cristalizados...

gritando
razões...

escondendo,
virando,
a face
a alguém...

acreditando,
elevando,
caindo
vazios...

preserverantes,
expectantes,
seguidores
crença,
fieis...

delineando
gizando
caminhos...

caindo,
levantando
e caindo
de novo...

energicos,
empreendedores,
exauridos
descansamos...

seguindo...
a vida...
dentro de
momentos...

nomeadamente,
a minha,
a tua,
a minha e a tua, que não nossa...

separados,
por um oceano de desentendimentos
futeis,
intrinsecos,
irreconciliaveis...

doces...
amargos...
negros
claros
de luz
resplandescendo
na penumbra...

tempo, o tempo, quanto tempo...

ao tempo...

Vosso, em tempo, M. i...

segunda-feira, 19 de julho de 2010

portuguêsmente


Somos um caso á parte!
Sempre prontos para espreitar...
Para esticar o pescoço...
Virar a cabeça...
Apurar a audição...
Tudo o que nos possa ajudar a ver o que não querem ou não nos mostram!
Seja na fila do cinema, a tentarmos advinhar se é a mulher ou a amante...
No transito, mais que não seja para confirmar se é mesmo o tirar de macacos que ocupa o condutor do lado...
No restaurante a cobiçar o prato da outra mesa, porventura mais bem servido...
Mas, fazemos tudo isto com requintes de malvadez...!
Como quando assitimos a uma qualquer cena canalha e tratamos de no local e na hora tomar partido, sem ter a menor ideia do que se passa realmente, não hesitando, dando um ar de importância, em explicar a outros, inventando, obviamente, um qualquer argumento digno do spielberg dentro de nós, o que se passou e de quem é a culpa!
Ou a absoluta indignação quando na estrada temos de passar algum tempo na fila, provocada por algum acidente, quem sabe porque estava dificil de ver se era ou não o macaco..., e quando chegamos ao local do dito, como por milagre, passa-nos a pressa, passando ao papel do orçamentista automóvel que rapidamente avalia os estragos, e se não há sangue com fartura, bem podem esperar de nós o comentário: afinal tanta coisa para nada, disfarçando, mal, a irritação pela morbidez traida...!
Vamos alimentando a, necessidade de cuscuvelhice, nas revistas ditas cor de rosa, mas que afinal são quase sempre cinzentas, na devassa da vida, de quem, na maior parte dos casos, vive dessa mesma devassa, remunerada ou não...
Depois temos uma outra caracteristica que nos distingue, pela negativa, claro...
Somos invejosos! Patologicamente invejosos!
Ainda há uns tempos alguém me contava das dificuldades que lhe colocavam num projecto que á partida parecia ter tudo para vencer, e falava da reunião que tinha tido num organismo oficial em que o interlucutor lhe colocava engulhos em tudo o que lhe explicava... e riu-se quando eu lhe disse que isso era portuguesmente nosso!
Porque, o projecto ia dar bom dinheiro e a primeira reacção do outro lado é exactamente pensar, este gajo vai ficar rico bolas!! e eu vou continuar aqui porque não tive esta excelente ideia aparentemente tão simples!!! ahhh mas comigo tá lixado vou complicar-lhe a vidinha ai se vou!
Isto passa-se todos os dias, em empresas, bancos, organismos estatais, porque meus amigos, nós somos invejosos profissionalizados e sindicalizados!
Por fim, e em conjunto com as caracteristicas anteriores, está composto o ramalhete... somos especialistas em tudo o que não é connosco!
Somos os melhores treinadores de bancada do Mundo!
Os melhores pais dos filhos dos outros, a uma distancia razoavelmente segura, claro!
Temos as melhores soluções para os problemas de outrém!
Seriamos os patrões mais eficientes em qualquer ramo!
Maridos, Mulheres, Amantes, em tudo o que nada possamos fazer, somos mestres em resolver!
Portuguesmente somos, nomeadamente, um povo para quem a sua própria vida segue dentro de momentos, enquanto nos espojamos na dos outros, muito mais interessante, porque não implica que tenhamos verdadeiramente de viver!
vale a pena pensar nisto...
não que adiante alguma coisa, mas, eu gosto de dar este ar de que faço alguma diferença...
ouviram aquela história do outro que... a prima... pois...
Vosso, atento... M. i...

domingo, 18 de julho de 2010

restart


Tempo de férias, para mim tempo de recomeçar,
depois de algumas semanas, mais de um mês,
num ritmo de abrandamento de treino, forçado,
fruto de ano e meio de continuo esforço.
Esforço que resultou em ter atingido um patamar
que era para mim uma miragem, conseguindo
passar dum mero quase cicloturista, para alguém
que podia ambicionar a fazer classificações nas 1ªs metades das tabelas...
E não da classe mas da geral...
Agradeço aqui publicamente a quem me ajudou a chegar a esse nivel:
A ti que me deste a toda a força, que quantas vezes foste a razão de ter terminado, de me ter
superado, o meu primeiro pensamento vai para ti!
Ao amigo Oscar, 1º colega de equipa de Geo-Raid que me aturou em 3 provas,
em segundo o grupo do Cristovão e João Miguel, que fizeram o favor de me ajudarem na
preparação, e tiveram a paciência de por mim esperar quando de lingua de fora me arrastava
nas longas tiradas de treino até torres vedras.
Ao Paulo da Tangerina por todo o apoio técnico e a palavra amiga que sempre teve.
Ao Luis Gonçalves, que muito me ensinou do mundo das bicicletas!
Ao Pedro Simas por nunca deixar de me querer ver estoirado em mais uma saida de subidas sem fim!
Ao Holmes Place da Qta da Beloura, na pessoa dos seus instrutores de RPM que aturaram as
minhas aulas autonomas enquanto com eles partilhava a sala.
A todos os que comigo partilharam a serra ou estrada!
A familia que suportou, com alguma filosofia, este gajo agora que é velho é que lhe deu para
achar que ainda vai ganhar alguma coisa!, as minhas ausencias ou simplesmente as minhas
presenças sempre com as bikes na cabeça!
Capitulo encerrado! Nada voltará a ser o mesmo!
Volto a treinar sem a certeza se competirei mais alguma vez,
a minha vida, em varias das suas vertentes complicou-se bastante nestes ultimos meses...
Veremos o que o futuro me reserva...
Não descarto essa hipotese, mas nesta altura, o treino é essencial para manter a minha sanidade mental!
Quem sabe não nos cruzamos, numa qualquer estrada, numa qualquer serra...
Vosso, sempre, M. i...

sábado, 17 de julho de 2010

Adraga

...o sal no corpo
...a agua que enregelava os musculos
...a areia que fustigava a pele
...a falesia instável na sua imponência...

o calor da amizade...!

Estamos bem, quando estamos com os nossos amigos!!!


Animal invertebrado, muito irrequieto, que liga com cola zero! e imperial preta!
não ! não é uma invasão do post do outro dia, mas uma amabilidade do Xôr Chico do Murtal!
Recomendo!

Vosso, de bem com a areia, M. i...

sexta-feira, 16 de julho de 2010

A rede, teias que a vida tece

On line...

termo vulgarizado pela internet na ultima decada do milénio passado.
em linha, traduzindo grosseiramente do inglês...

linha para a informação, inicialmente com aplicações exclusivamente militares, foi-se espalhando, crescendo exponencialmente, quando foi tomada de assalto pelo utilizador comum.

e a par com a utilidade enquanto ferramenta exploratória da web, veio a faceta pessoal da mesma, o enriquecimento do universo cultural de cada internauta, cedo se transformou, por via de aplicações que se foram multiplicando na forma de chat´s, sites em que por meio dum nick se podia participar numa conversação escrita global ou trocar mensagens em privado entre dois ou mais participantes.

Desde logo e como é caracteristico da raça humana, a coisa descambou, se é que assim se pode dizer, para o campo das relações pessoais, mais ou menos virtuais, sendo que amiude, servia como meio de angariação de conhecimentos explorados pessoalmente em encontros combinados on line e que consoante os casos eram mais ou menos explicitos.

E estava lançada a confusão e o avatar! Só mais tarde conhecido por este nome, representava a personagem que cada um tentava criar de si próprio, a coberto dum anonimato mais ou menos bem resguardado.

Muita decepção aconteceu quando nalguns casos depois de meses e até anos de troca de mimos, decidiam conhecer-se e chegavam á triste conclusão que nada era o que parecia, não passando de pretensões virtuais alicerçadas em mentiras frequentemente muito bem urdidas.

Mas com o facebook tudo iria mudar. Inicialmente criado para os alunos duma universidade norte americana partilharem as suas fotos e dados pessoais, expandiu-se rapidamente para fora do campus, revolucionando a forma como as pessoas se relacionam na web, dando origem ás tão propaladas redes sociais.

Esteve adormecido dando inspiração aos criadores de outros sistemas, como o Hi5, talvez o de maior sucesso, o netlog e muitos outros.

Rapidamente os gurus da informação perceberam que esta era uma mina de informações pessoais, gostos, desejos, que ambicionavam ter para fins mais ou menos licitos.

De volta e de forma avassaladora o Facebook, conquistou mercado, não só enquanto plataforma de relacionamentos pessoais mas também e talvez o mais importante, como forma de chegar ao publico e aos potenciais clientes ou apoiantes, consoante se trate de empresas ou organizações dos mais variados quadrantes e interesses.

Hoje, é visto por muitos como indispensavel, uma companhia quer enquanto parceiro de trabalho, quer também como meio de interacções pessoais.

As vantagens de aproximar conhecidos distantes, desconhecidos carentes, faz do FB uma incontornavel via no relacionamento pessoal nos nossos dias.

Por outro lado vulgarizou o conhecimento entre pessoas, hoje, os internautas vêm os perfis alheios, descobrem preferências, interesses, formação e história de vida de outros, retirando todo o interesse no descobrir de quem somos, numa conversa olhos nos olhos.
Sinal dos tempos, necessidade de gratificação imediata, falta de tempo, escolham!

Para terminar, se é que ainda consigo ter alguém a ler este testamento, que suponho nada de novo trouxe, todos estes meios têm o seu reverso, uma especie de gemeo mal disposto, sabem a que me refiro..., envenenando relações, provocando equivocos, fruto de algo muito basico mas que permanece inmutavel desde o tempo em que as sms nasceram e que é a falta de entoação no que lemos, acresce a falta de pontuação e os erros ortográficos para estar estabelecida a confusão! se juntarem a maldicência e a falta de escrupulos manipuladora, têm o pacote completo para grandes chatices.

Já por mais duma vez senti na pele tais complicações e como até nem sou muito destas coisas imagino que todos o terão também experimentado.

Não quero com tudo isto dizer que vou deixar o facebook, mas confesso que o vejo de uma forma algo desconfiada e talvez me refreie um pouco nos comentários, inocentes que tenho produzido mas que já foram mal entendidos!

Tenho dito!

e obviamente e nomeadamente, a vida segue dentro de momentos!

1ª Epistola aos Bloguianos segundo M. i...

quinta-feira, 15 de julho de 2010

A insustentável leveza do ser

Hoje o titulo é sugestivo hem?!

Pois temos pena!

Foi só mesmo para cativar a atenção!

Se é que, ainda, ao fim de 3 tentativas de escrever alguma coisa tragico-cómica, consigo tal proeza...

Insisto no registo mais cómico, abordando um assunto mais leve, adequado a esta época de férias.

Refiro-me, como já devem ter suspeitado, à delicada questão da areia nas virilhas.

Bastas vezes, vamos, todos lampeiros,
atirar os ossos pra cima da silica, mais ou menos grauda,
dependendo da zona, geográfica, obviamente uma boa zona, sendo que,
desde já, posso garantir que o incomodo é inversamente proporcional á dimensão do grão!

Atirados, com as devidas atenções, afinal não queremos, digo eu...,
aterrar em algo mole e frio, caro e cada dia mais vulgar, que não uma alforreca,
mas igualmente titilante, e, desde logo
começa a batalha frenética com os elementos e quejandos!

Ele é o vento que só sopra quando resolvemos suportar aquela bicha,
não é a do 5º andar, essa maluca! doida varrida mulher!, da ponte,
o artista de boné enfiado até ao pescoço com o logotipo das tintas cin,
que ginga de faixa para faixa no seu saxo cup, com bufadeira inox, dupla,
e subwoofer a debitar watts RMS, como se o mundo terminasse amanhã.

O adolescente, com o acne em furia, que grita a plenos pulmões com os amigos acerca da noitada de shot´s e miudas descaradas,
completamente desbragadas...

enquanto mais um pontapé na jabulani,
promete acertar na grávida,
que exala mais uma baforada retirada do cigarro castanho escuro,
envia uma pazada de areia para o ar...

O armário testeoesteronizado ( é nova a palavra!) que passeia a atitude á procura de conforto para o ego, só e apenas, porque o resto... temos pena!

E, last but not least ( á que dar um ar internacional e intercultural á coisa) a areia!
A areia liga com sandes de chouriço, crocantes, com olhos vermelhos, lacrimejantes e
virilhas nomeadamente!

Pequeno animal invertebrado, irrequieto, que liga com cevada destilada e alfinetes!
( peço desculpa pela intromissão do caracol, fugiu do post daqui átrasado( mais uma concessão á regionalização).

E assim se passa mais um dia de férias,
imaginando que a vida segue dentro de momentos,
de descanso (?), para recarregar as baterias, voltar ao transito(!), à gritaria do dia a dia (!) e para a anormalidade que nos rodeia.

E ainda, ah pois é!, falta pagar os dias no paraiso da marisqueira Paraiso da Santola, onde torramos o cartão de crédito em sapateiras, chamuças e doces da casa ( semi-frio de natas e bolacha ralada por cima, que é uma delicia, é a D. Ermelinda que faz!)

Se não fossem as férias como iriamos nós resistir???

Porventura sabem de algum destino exótico para onde me exportar?
Prometo não voltar a escrever nada!!!

Vosso, areado, M. i...

quarta-feira, 14 de julho de 2010

gemeos




eu sei que tinha prometido que não havia gemeos, mas...

o segredo foi descoberto e não faz sentido, tentar desmentir...

não agora.

existe um gemeo, identico, absolutamente identico, com os mesmos hobbies,

a mesma dedicação ao desporto, ao treino...

inseparaveis, fundem-se como se fossem apenas um...


mas, e o mas, é aqui ainda mais assertivo,

são antagónicos, ou pelo menos bastante dispares, que não no conteudo, mas muito na forma!


enquanto um se reserva, mantendo um arreliante e muito desarmante low profile, caracterizado por um constante facies fechado, soturno, completamente lunar, que somente é interrompido, ou disfarçado, quando, amiude é certo, protesta, reclama, mostra o seu desagrado, relativamente a seja o que for e são muitas coisas que lhe parecem desproporcionadas, mal amanhadas, mal explicadas ou simplesmente autisticamente impostas.


Nem sempre é compreendido, talvez porque o rotularam de conflituoso, não passando nunca a linha da má educação, embora até disso já tenha sido acusado, o que até se entende, é caracteristico da mediocridade, muito mais fácil será atacarem-no que tomarem decisões, ou satisfazerem pretensões, que julga, justas e pertinentes e que na sua maioria são desejadas por muita gente que prefere calar para ficar bem vista...

o que quer que isso seja...


vivemos tempos de alguma estranheza comportamental, que se baseia numa dialética improvável e contra natura, entre o individualismo, a satisfação imediata de vontades e a absoluta e esmagadora necessidade de integração em grupos mais ou menos estruturados, muitas das vezes em substituição da familia, em falência acelerada, abdicando de direitos intrinsecos...

seja de que ordem sejam, quantas vezes apenas o respeito pelos individuos que são...


Demolidora estratégia, que a prazo os condiciona e lhes destroi a auto estima, porque baseada na imagem que fazem passar, que, nalguns casos, é exactamente o contrário da sua ímagem residual e estas contradições corroem-lhes a existência...

auto justificam-na com saidas, amizades superficiais, que de repente parecem que têm séculos, e que pela sua natureza, são redutoras, perenes, deixando-lhes, agravando-lhes, a amargura que acompanha os seus momentos de solidão, quando a mascara cai e têm de se olhar ao espelho...


E, depois, aparece o oposto, o gemeo, com ar descontraido, que não à vontadinha, aqui e ali, quiça simpático, por vezes roçando o brincalhão, que mais não é que, o aliviar da imagem de reserva, defensiva, também, que o gemeo adopta...


Como todos os gemeos, são inseparaveis, porque siameses, ligados pelo corpo e muitas vezes, pela mente!


Um não existe sem o outro, alimentam-se, um da alegria o outro da lucidez, dos seus opostos...


E a verdade é que são fruto também um do outro, existem ambos na forma que se lhes reconhece, com as suas diferenças radicais, as suas semelhanças reconditas, porque se complementam.


Será que são assim tão diferentes?


Serão gemeos ou apenas faces da mesma moeda?


Lado solar / lado lunar?


Será que apreciariam o mais recente se não tivessem conhecido o anterior?


No fundo todos temos o nosso gemeo, o tal lado lunar, a diferença estará na forma como o gerimos, como deixamos que cada lado se mostre aos outros...

sendo obvio que no curso da nossa existência,
fases há, em que nos parece que a vida segue dentro de momentos...,

e que condicionam, absolutamente, as faces, na sua prevalência...


São processos que envolvem aprendizagem, evolução, mudança, afirmação...

Irreversiveis, cabe-nos torna-los valorizadores do que somos,

para nós e também para os outros, sem falsos moralismos ou preconceitos,

respeitando os valores que norteiam a nossa existência, sem negar outras visões...


Longe está a perfeição, nomeadamente a minha...


cabe-vos, sem juizos de valor, entender a dualidade,

mas também a individualidade de cada um dos meus lados,

eu vou mante-los, não desaparecerá nenhum deles,

mas pelo peso que sobrevier de cada um,

resultará a pessoa para onde evoluo,

com as suas virtudes, mas principamente com os seus defeitos...


Estou bem comigo próprio, quero ficar bem melhor, isso é inquestionável!


Vosso, mais exposto que nunca,


M. i...