terça-feira, 29 de maio de 2012

traí ...



traição, palavra forte, remete-nos de imediato para um registo simultâneamente de dor e curiosidade mórbida, quem traiu quem, onde, como e quando...

mas o que é a traição?

pressupõe uma acção dissimulada, torpe, de alguém em quem confiamos, a quem confiamos algo de nós, um segredo, um sentimento, a vida?!

pressuporá continuação, ou a traição momentânea, fruto do instante, será não traição mas apenas deslize?
poderemos nesse caso afirmar convictamente que não traímos?

se contamos um segredo que nos confiaram a alguém porque nos distraímos, será que traímos a confiança de quem no-lo confiou?

se nesse caso é apenas algo que sem querer fizemos, até onde podemos levar essa inimputabilidade da traição?

muita pergunta mas no fundo todos estão a pensar, afinal onde será que isto vai levar?

quem traiu quem?

será que ele andou a fazer alguma?

será alguém que conheço?

não estão fora do que aqui digo, é normal essa curiosidade, afinal vêm ler-me...

mas a traição é também duma forma perversa o sal da vida, não a defendo, obviamente, mas existirá alguma forma de traição aceitável?
que potencie o que se tem como certo, ou acabará por nos enredar nas suas teias e destruir-nos?

Traição, eu trai!

Trai-vos a Vós que pensasteis, reparem na forma polida, que iria confessar aqui uma traição.

Como sempre apenas me move, enquanto permaneço sentado nesta mesa de café, a intenção de Vos fazer pensar, eu sei que talvez seja demasiada presunção, mas...

nada de juízos de intenção ou mensagens subliminares, é o que é, escrita chata e que concerta Vos leva a pensar, em cad clik, na tecla PgDn, mas porque será que eu insisto em vir ler este tipo?!

eu entendo! confesso que depois de publicar sou absolutamente incapaz de reler o que escrevo, tal o tédio que me provoca!

mas... ainda espero poder, um dia, distante é certo, contar com uma fiel legião de seguidores e vender publicidade neste espaço, talvez daquela a ambientadores inteligentes que só nos borrifam a paciência do olfacto, boa?!

( e que tal, a talhe de foice, sim, já se pode utilizar esta palavra entretanto liberta da sua carga politica,  tornarem.-se seguidores deste blog? não custa nada! aproveitem, ele já há tão poucas coisas grátis... a Jonhson & Jonhson agradece! )


mas... será que traí a Vossa confiança? será que afinal não existirá a tal confissão...?

fica no ar... como o ambientador, apenas menos inteligente, a questão...

Vosso, nomeadamente ambientado, M. i...

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