quarta-feira, 6 de junho de 2012

somos humanos!


somos aquilo que somos, fazemos de nós, com os outros e também pelos outros, esta identidade que apresentamos como a nossa.
rotulamo-nos quantas vezes de hipócritas, outras de inocentes, dependendo da nossa vontade de entender ou relevar o entendimento do que nos rodeia.
passamos muitas vezes por distraídos, desentendidos, mas usamos esta capacidade de nos escondermos de nós próprios, conscientemente, como forma de defesa e boa vivência,
sabemos, quantas vezes que a razão nos assiste, que a verdade é a nossa, mas esta assertividade esbarra na necessidade de sermos capazes de viver com ela. De a conseguirmos impor, aos outros e a nós próprios.
valerá a pena, faze-lo quando isso implica perdermos a paz, a que ponto é fundamental que sejamos dono dela, que os outros a admitam como sua, bastas vezes apenas porque disso fazemos finca pé.
Sentimo-nos melhor, mais felizes por tal?
Será que não é um sinal de inteligência o oposto, vivermos com a verdade dos outros se ela nos for intelectual e emocionalmente aceitável?
Será esta uma visão simplista de carácter hipócrita?
Cabe a cada um de nós perceber o que nos implica cada uma das vertentes, se a defesa da verdade a todo o custo, ou relevar e interiormente equilibrarmos nos pratos da balança da nossa consciência, o peso da mesma.
Que não nos sirva no entanto de justificação para a mentira, que não se confunda a verdade e a sua relevância em tudo isto, não é essa a intenção, não passa por a moldarmos a nosso bel prazer, isso sim faz de nós seres manipuladores, frios calculistas, movendo as peças no tabuleiro da vida, colocando-nos quase sempre num xeque mate que nos corroí a consciência.
Existe outra vertente, a da nossa verdade e elevação absolutas, tão em voga hoje, baseada em alter egos exibidos nas redes sociais que nos apresentam como seres iluminados pela Luz, que depois cada um tenta explicar de onde vem, baseados nas mais esotéricas interpretações da vida.
Todos já nos deparamos com tal, " amigos " com discursos que sabemos em nada corresponderem á realidade, com teorias que a sua praxis desmente.
Será esta a sua verdade? mais uma vez valerá a pena contrariar , esta versão revista e melhorada de cada um deles e de nós em ultima análise?
Deixo a questão mais premente, que nos obriga a fazer um exercicio de introspecção e ao mesmo tempo observação atenta da realidade, existe Uma Verdade?

Vosso, filosofico,-nomeadamente, cinzento como o dia, M. i...

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