segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Viagem ao centro da Terra



Podemos viajar aonde quisermos, essa é uma capacidade que nos assiste, fruto de algo que designamos por imaginação.
Nessas viagens, podemos demorar-nos infinitamente na apreciação do que nos rodeia, debruçar-mo-nos sobre as incongruências de tais viagens é a negação do que está na sua génese.
Ontem viajei.
Embrenhei-me na ingratidão militante de quem não sabe quem é, seres perdidos, inebriados pelo elogio oco, acariciados pela mão que os embala, irmã da que os aponta.
Vivem numa espécie de limbo, sem que a introspecção os alcance, mas ao mesmo tempo vitimas dum ego que sendo alter, se revela nos actos, duma forma involuntária, mas tão determinante.
Costumo dizer que sou o meu próprio carrasco, a exigência com que me mimo, levam, bastas vezes, a que me remeta a niveis de criatividade zero.
Nada disso os atinge.
Preferem a critica submissa de quem se diminui, alimentando-se dessa pesudo superioridade em doses cada dia mais elevadas, consumindo tudo ao seu redor, deixando para trás os que ontem eram os seus primus inter pares, em busca da próxima dose.
Ontem viajei para esse mundo, transportado pela mentira absurda de quem nem dela necessitava, num exercicio de desconsideração para consigo próprio enquanto ser inteligente.
Existem viagens sem volta, esta foi uma delas.
Eu, voltei, mas algo ficou para trás, numa decisão com um toque amargo, doloroso, porque quebrar uma linha, o é, sempre.

M.i...
@deceptions




3 comentários:

  1. Já levo umas quantas, mas também essas nos ajudam a crescer! 😉

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  2. Bora... bora... já aprendi que nem tudo o que brilha é ouro ...
    Siga!!

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  3. Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

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