Pois temos pena!
Foi só mesmo para cativar a atenção!
Se é que, ainda, ao fim de 3 tentativas de escrever alguma coisa tragico-cómica, consigo tal proeza...
Insisto no registo mais cómico, abordando um assunto mais leve, adequado a esta época de férias.
Refiro-me, como já devem ter suspeitado, à delicada questão da areia nas virilhas.
Bastas vezes, vamos, todos lampeiros,
atirar os ossos pra cima da silica, mais ou menos grauda,
dependendo da zona, geográfica, obviamente uma boa zona, sendo que,
desde já, posso garantir que o incomodo é inversamente proporcional á dimensão do grão!
Atirados, com as devidas atenções, afinal não queremos, digo eu...,
aterrar em algo mole e frio, caro e cada dia mais vulgar, que não uma alforreca,
mas igualmente titilante, e, desde logo
começa a batalha frenética com os elementos e quejandos!
Ele é o vento que só sopra quando resolvemos suportar aquela bicha,
não é a do 5º andar, essa maluca! doida varrida mulher!, da ponte,
o artista de boné enfiado até ao pescoço com o logotipo das tintas cin,
que ginga de faixa para faixa no seu saxo cup, com bufadeira inox, dupla,
e subwoofer a debitar watts RMS, como se o mundo terminasse amanhã.
O adolescente, com o acne em furia, que grita a plenos pulmões com os amigos acerca da noitada de shot´s e miudas descaradas,
completamente desbragadas...
enquanto mais um pontapé na jabulani,
promete acertar na grávida,
que exala mais uma baforada retirada do cigarro castanho escuro,
envia uma pazada de areia para o ar...
O armário testeoesteronizado ( é nova a palavra!) que passeia a atitude á procura de conforto para o ego, só e apenas, porque o resto... temos pena!
E, last but not least ( á que dar um ar internacional e intercultural á coisa) a areia!
A areia liga com sandes de chouriço, crocantes, com olhos vermelhos, lacrimejantes e
virilhas nomeadamente!
Pequeno animal invertebrado, irrequieto, que liga com cevada destilada e alfinetes!
( peço desculpa pela intromissão do caracol, fugiu do post daqui átrasado( mais uma concessão á regionalização).
E assim se passa mais um dia de férias,
imaginando que a vida segue dentro de momentos,
de descanso (?), para recarregar as baterias, voltar ao transito(!), à gritaria do dia a dia (!) e para a anormalidade que nos rodeia.
E ainda, ah pois é!, falta pagar os dias no paraiso da marisqueira Paraiso da Santola, onde torramos o cartão de crédito em sapateiras, chamuças e doces da casa ( semi-frio de natas e bolacha ralada por cima, que é uma delicia, é a D. Ermelinda que faz!)
Se não fossem as férias como iriamos nós resistir???
Porventura sabem de algum destino exótico para onde me exportar?
Prometo não voltar a escrever nada!!!
Vosso, areado, M. i...
Eu ainda sonho com uma praia com um enorme deck de madeira que vá desde o seu início até á água...era coisa para me conquistar pela certa! E quem tem crianças sabe que a areia é como uma praga de formigas...está sempre lá, mesmo que de momento não a vejas!
ResponderEliminarBora lá apanhar areia nas virilhas! ele há coisa melhor? Estou a sair para a praia ... para a Ericeira. Vem lá ter connosco. no mesmo sitio do outro dia, ok? apita quando chegares. A sério, vem mesmo...
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