quinta-feira, 22 de julho de 2010

the real thing


Passado o desvario do post inspirado pelo serial killer de Torres,


vamos lá escrever alguma coisa, não bem escrita, ou relevante, nem sequer, provavelmente meritória do tempo que aqui dispendem... mas tão somente que me deixe a ideia de que alguma coisa, má ou boa, se retem destas linhas...



o desafio da folha branca, do ecran vazio, da moleskin, o que seja,


é coisa séria, não se pode levar de animo leve!



( momento de saborear mais um gole de café, companhia essencial nestas andanças)




muitas vezes sucumbimos ao facilitismo de, duma forma, não leviana mas algo despreocupada,

não que tenha de ser um processo doloroso per si... embora a criatividade envolva em si mesma algum desconforto... debitar palavras sem grande nexo ou lógica, ilógica porque também a uso frequentemente...



entendamo-nos, não me move a aprovação dos meus pares, não é a razão da existência deste espaço, a procura de alinhamentos ou pontos de vista comuns!



mas... o eterno mas que na vida, que não no caso, nos tolhe a mente e nos turva o raciocinio, também não me parece que se deva usar o tempo dos outros, porque é obvio que me agrada que me leiam, sem que esse mesmo tempo possa ter algum retorno.



Espero que na maioria das vezes que aqui vêem, saiam com a sensação de que valeu a pena, fazer um intervalo e abrir esta página...


os temas são variados, excluindo, por deformação própria, fruto da experiência, dolorosa essa sim, do blog das marretices, que mantive durante ano e meio, na medida em que cada post era uma violenta analise do que na altura, como agora, estava a acontecer e que na verdade não mudou muito, os protagonistas são os mesmos, os assuntos arrastam-se e nada mudou realmente...


concordo que talvez o inicio tenha duma forma que podemos questionar se deliberada ou não, conscientemente ou não, dado a ideia de que seria algo mais pessoal, mais introspectivo, e se lerem nas entrelinhas muitas das vezes é o eu mais profundo que se espraia e expoe, mas não duma forma aberta como provavelmente suposeram...


talvez seja melhor até, porque, convenhamos, eu não sou assim tão interessante que valha a pena lerem acerca das minhas inquietações e desventuras...


Posto todo este testamento, epistolar uma vez mais, começa a tornar-se um habito, escrever acerca do que escrevo e não escrever nada de novo, levantando-se a duvida se tal acontecerá muitas vezes por aqui..., deixo-vos com uma frase, que não sendo de todo inesperada me afigura que não deixará de vos provocar um sorriso... ou não!


A vida segue dentro de momentos...


Vosso, nomeadamente, M. i...


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