On line...
termo vulgarizado pela internet na ultima decada do milénio passado.
em linha, traduzindo grosseiramente do inglês...
linha para a informação, inicialmente com aplicações exclusivamente militares, foi-se espalhando, crescendo exponencialmente, quando foi tomada de assalto pelo utilizador comum.
e a par com a utilidade enquanto ferramenta exploratória da web, veio a faceta pessoal da mesma, o enriquecimento do universo cultural de cada internauta, cedo se transformou, por via de aplicações que se foram multiplicando na forma de chat´s, sites em que por meio dum nick se podia participar numa conversação escrita global ou trocar mensagens em privado entre dois ou mais participantes.
Desde logo e como é caracteristico da raça humana, a coisa descambou, se é que assim se pode dizer, para o campo das relações pessoais, mais ou menos virtuais, sendo que amiude, servia como meio de angariação de conhecimentos explorados pessoalmente em encontros combinados on line e que consoante os casos eram mais ou menos explicitos.
E estava lançada a confusão e o avatar! Só mais tarde conhecido por este nome, representava a personagem que cada um tentava criar de si próprio, a coberto dum anonimato mais ou menos bem resguardado.
Muita decepção aconteceu quando nalguns casos depois de meses e até anos de troca de mimos, decidiam conhecer-se e chegavam á triste conclusão que nada era o que parecia, não passando de pretensões virtuais alicerçadas em mentiras frequentemente muito bem urdidas.
Mas com o facebook tudo iria mudar. Inicialmente criado para os alunos duma universidade norte americana partilharem as suas fotos e dados pessoais, expandiu-se rapidamente para fora do campus, revolucionando a forma como as pessoas se relacionam na web, dando origem ás tão propaladas redes sociais.
Esteve adormecido dando inspiração aos criadores de outros sistemas, como o Hi5, talvez o de maior sucesso, o netlog e muitos outros.
Rapidamente os gurus da informação perceberam que esta era uma mina de informações pessoais, gostos, desejos, que ambicionavam ter para fins mais ou menos licitos.
De volta e de forma avassaladora o Facebook, conquistou mercado, não só enquanto plataforma de relacionamentos pessoais mas também e talvez o mais importante, como forma de chegar ao publico e aos potenciais clientes ou apoiantes, consoante se trate de empresas ou organizações dos mais variados quadrantes e interesses.
Hoje, é visto por muitos como indispensavel, uma companhia quer enquanto parceiro de trabalho, quer também como meio de interacções pessoais.
As vantagens de aproximar conhecidos distantes, desconhecidos carentes, faz do FB uma incontornavel via no relacionamento pessoal nos nossos dias.
Por outro lado vulgarizou o conhecimento entre pessoas, hoje, os internautas vêm os perfis alheios, descobrem preferências, interesses, formação e história de vida de outros, retirando todo o interesse no descobrir de quem somos, numa conversa olhos nos olhos.
Sinal dos tempos, necessidade de gratificação imediata, falta de tempo, escolham!
Para terminar, se é que ainda consigo ter alguém a ler este testamento, que suponho nada de novo trouxe, todos estes meios têm o seu reverso, uma especie de gemeo mal disposto, sabem a que me refiro..., envenenando relações, provocando equivocos, fruto de algo muito basico mas que permanece inmutavel desde o tempo em que as sms nasceram e que é a falta de entoação no que lemos, acresce a falta de pontuação e os erros ortográficos para estar estabelecida a confusão! se juntarem a maldicência e a falta de escrupulos manipuladora, têm o pacote completo para grandes chatices.
Já por mais duma vez senti na pele tais complicações e como até nem sou muito destas coisas imagino que todos o terão também experimentado.
Não quero com tudo isto dizer que vou deixar o facebook, mas confesso que o vejo de uma forma algo desconfiada e talvez me refreie um pouco nos comentários, inocentes que tenho produzido mas que já foram mal entendidos!
Tenho dito!
e obviamente e nomeadamente, a vida segue dentro de momentos!
1ª Epistola aos Bloguianos segundo M. i...
Sobre isso julgo já ter falado...acho as redes sociais uma grande promiscuidade...onde muita gente se vende,prostitui e comercializa! Depois há uns tantos...muito poucos que realmente possam ter perante as redes sociais uma atitude mais sadia...mas generalidade aquilo parece-me uma enorme montra de um péssimo armazém!
ResponderEliminarCumpre-me dar o braço a torcer na medida em que, as excepções, no meu caso por ex., são bem palpaveis.
ResponderEliminarNem tudo o que navega afunda...
Bjs, Sónia.
As redes sociais. Pois, vejamos... eu ainda me considero numa fase um tanto inocente deste mundo globalizado da internet. E dito isto, aproveito e tiro partido (e também o "chapéu") das vicissitudes destas maroscas ... sem estar muito preocupada com a problemática da premiscuidade destes meios ... estou, no entanto, atenta a tudo o que possa eventualmente prejudicar os mais desprotegidos, ou seja, os menores como a minha flhota ...Aí, sim, viro leoa ... Atenta mas não descrente. porque, quer queiramos quer não, este é o futuro que teremos de saber gerir! Não podemos fugir. Beijoca
ResponderEliminarTemos de distinguir a arvore da floresta, muito de bom acontece on line.
ResponderEliminarObrigado pelos comentários, dão-me força para continuar a gastar o V/ tempo!