sexta-feira, 20 de agosto de 2010

a juventude



este é um tema sobre o qual muita tinta sempre correu, que não agora que a dita está em vias de extinção substituida pelo pixel.

uma das vertentes deste vasto assunto, é a duração da mesma, até quando somos, nós humanos, jovens?!

existem inumeras teorias, metodos de calculo mais ou menos biológicos, formulas matemáticas intrincadas, enfim é daqueles casos em que cada cabeça sua sentença!

deixando as usadas duma forma " oficial " que baliza os direitos dos jovens, vamos antes debruçarmo-nos, cuidado com as vertigens que a cabeça já não é o que era, acerca das que regem a nossa vida mais social.

somos jovens enquanto saimos á noite, encharcamo-nos em shots e lá pra meia noite estamos deitados no passeio a gregoriarmo-nos violentamente?

somos jovens se vamos jantar ao bairro, encharcamo-nos em sangria, em shots, vamos pro bar e bebemos umas imperiais e lá pra 1,30 estamos deitados, etc etc?

somos jovens se formos jantar, encharcamo-nos em branco geladinho, amendoa amarga, vamos pra disco, encharcamo-nos em vodka, nomeadmente do preto, e lá prás 5,00 estamos sentados no passeio, etc etc?

pois por aqui não vamos a lado nenhum porque o que varia são os venenos e a duração do efeito!

o que nos distingue então?

será a recuperação?

se só nos conseguirmos levantar lá prás 2 da tarde somos mais jovens do que se nos levantarmos as 11 ou ainda seremos uns petizes se as 9 estivermos á porta do ginásio prontos para malhar mais um treino?

será que a diferença está no tempo que desperdiçamos?

na forma como o desperdiçamos?

obviamente estará sempre nos locais onde o gastamos.

em quem nos grita que é horas de levantar,

nas interrogações que nos assaltam no dia seguinte, ou a sua ausência.

mas parece-me que essencialmente, estará na frequência com que o fazemos.

a juventude, neste particular, abandona-nos na inversa proporcionalidade da vontade que temos de sair todos os dias.

mas será a juventude quantificavel pelas vezes em que saimos?

redutora visão, obvio.

outras se seguirão, como a vida, dentro de momentos, se o feedback assim o justificar ( donde e pela avassaladora onda de comentários que tenho acumulado, estão livres de mais esta temática a assombrar-lhes a paciência!)

para finalizar, sempre lhes digo, que pelo meu lado, de cima desta provecta idade, considero-me assim tipo, semi-novo, rodagem completa, motor afinadinho, algumas folgas, mossas várias na carroçaria, mas a acelerar vida fora! Assim o chip vá permitindo!
Vosso, imberbe, M...i.

3 comentários:

  1. Somos jovens até fazermos tudo isso sem pensar muito nisso.

    Quando as perguntas começam, acaba a juventude.

    Penso eu...

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  2. Que interessa essa treta da juventude! Que perca de tempo tentar identificar uma altura para saber quando se está velho ou se é jovem!
    Acho que ficamos velhos quando começamos a fazer disso preocupação!
    Tão mais importante é estar vivo,ser útil e procuramos viver e não apenas sobreviver!
    Conheço tantos vintagers sem jovialidade nenhuma e tanta gente já dita mais velha com uma vitalidade invejável!
    Cultivem o espírito porque o corpo pode tardar...mas não ganha a luta contra o tempo...
    Corpo só é realmente são quando carrega uma mente sã!
    Sempre me agradou a ideia de ser velhinha com uma imensidão de histórias para contar!

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  3. Vejo que existe um linha comum, somos jovens enquanto não pensamos se o somos ou não...
    Acho que tem uma certa lógica sim.
    Donde, atendendo ao facto de que trago para aqui o tema, já não devo ser jovem... Será?

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