
...flagelo, que, a tempos, nos atinge na sua terrivel dimensão, levando quem nos faz falta.
deixando-nos, amiude, a consciência intranquila, por acharmos que poderiamos ter avivado ligações, dito o que nos ia na alma, mostrando o quanto eram, para nós, importantes os que vão.
...tempo para, duma forma algo, recorrente e sempre por breves momentos, pensarmos o quão perene é a existência, fazermos planos, rápidamente esquecidos, de melhorarmos enquanto seres humanos, no seio da familia, dos amigos, colegas de trabalho, enfim nas relações que povoam a nossa vida.
...passando esta elevação para o costumeiro coitadismo, de personalizarmos a perda, ou de, até, glorificarmos a sorte de quem foi...
...contruimos mecanismos mentais e de conforto religioso, esotério ou de qualquer outra indole, para lidarmos com tal facto, que, estranhamente, pela forma como o encaramos, é o que por mais certo temos, logo a seguir ao de nascermos.
...propalamos aos 4 ventos que não a tememos, mas fugimos dela a sete pés, como se isso possivel fosse...
e, esquecemos o essencial, só morre quem não viveu!
só desaparece quem não deixou laços!
só é olvidado quem não mudou algo na vida de alguém!
...nem interessa se para melhor ou não, se para o bem ou o mal, mas viveram e isso sim evita-lhes o esquecimento a que votamos os que passaram pela vida, duma forma inócua, preocupados em nada fazer, decidir, realizar, por medo de errarem, de não fazerem bem feito...
...haverá pior morte, do que aquela em que nenhum dos nosso pares seja capaz de, depois de esta acontecer, enumerar as coisas que fizemos, as obras que deixamos, a amizade que fomos capazes de partilhar, as razões, enfim, porque faremos falta?
( escrito em homenagem a António Feio, que não morreu!!!
Antes vive em cada palavra que lhe ouvimos, em cada gargalhada que nos arrancou, no sorriso que nos planta no rosto o simples ouvir do seu nome!
Toni, sempre estarás entre nós!
RIP )
A morte é sempre pior para quem fica...sôfrego de saudades pela falta de quem já cá não está...
ResponderEliminarFica o vazio por lugares que sabemos jamais poderem ser novamente ocupados...