quinta-feira, 26 de agosto de 2010

semelhantes



Somos seres racionais embuídos dum espírito que, distinguíndo-nos, nos aglutina em grupos. Estereótipos mais ou menos rebuscados nas suas características intrínsecas.

Somos iguais sendo diferentes. seremos iguais porque diferentes ou diferentes na nossa igualdade?

O que nos distingue, que não as feições ou dados físicos, embora também estes condicionem, muito, a forma como interagimos com o mundo, com os nossos iguais e também com os diferentes, será, numa analise que hoje li, breve mas muito lúcida, não as questões, que todos nos pomos, a não ser que estejamos, por imposição física ou pior por opção mental, ligados à vida duma forma algo... vegetal, mas o que fazemos com as respostas!

Os estímulos, revestindo-se de diferentes formas, são, no seu âmago, os mesmos para todos, vividos mais ou menos intensamente, acabam por versar os temas básicos da vida, por mais intrincados que se coloquem.

Saúde, Amor e Dinheiro.

Simples não? Como tudo, o que se nos apresenta na vida, se resume a um destes temas ou ás suas interacções, porque nenhum deles se pode, completamente, separar dos outros.

Saúde, física ou mental, nossa ou de terceiros.

Amor, nas suas várias vertentes que abarcam tudo o que se refere a emoções e relações.

Dinheiro, trabalho, carreira, realização pessoal.

Resulta desta analise que da forma como gerimos estas três componentes, qualquer delas com facetas, que podemos ou não controlar, mas também com o elemento da imponderabilidade, que por isso mesmo é o que mais nos aflige, pela impotência que nos atribui, que nos caractreriza e integra num qualquer grupo, que nos reduz a uma imagem global do mesmo, mas, sem o qual, nos sentiríamos menos integrados nesta jornada a que nos devotaram.

Somos então iguais no input mas diferentes no output, semelhantes nas incertezas mas diferentes nas certezas?

Caminharemos para uma Sociedade mais igual ou mais diferente?

No futuro depararemo-nos com uma realidade mais assertiva sublinhando as diferenças, ou numa massificação disforme que nos equaliza a todos enquanto pequenas frases dum grande livro do qual não controlaremos o final?

Valerá a pena pensar nisto?

A questão aqui fica, as respostas surgirão, o que faremos com elas a cada um compete decidir, mas por favor decidam, porque vivemos um tempo de não decisão, de adiamento, de delegação de decisão, num campo em que isso não deveria ser nunca possivel, o do nosso livre arbitrio!

Duma forma inexoravel, a vida segue dentro de momentos, cabe-vos, a Vós, enquanto Individuos, fazer com que continue da maneira que vos parecer ser a Vossa, nomeadamente!
Vosso, filosoficamente, M. i...

2 comentários:

  1. Sabes, mesmo o input desses 3 factores é muito distinto em cada um de nós,pois está proporcionalmente dependente da relevância que assume na vida de cada um...originando diferentes outputs!
    Todos nós fazemos com que cada um desses aspectos tenha na nossa vida um papel distinto dependendo da importância que eles têm para nós!
    Daí a impossibilidade de sermos semelhantes ou tão pouco parecidos!
    O interessante é que passamos a vida numa busca constante dos pontos que nos unem fazendo muitas vezes por ver reflectido nos outros o que gostaríamos que fossem e não o que verdadeiramente são!
    Tenho uma frase "costumeira" quando alguém diz que se desiludiu com outrém...Só se desilude quem algume vez se iludiu...

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  2. Sim, concordo, mas acho que a visão é coincidente com a exposta.
    Diferente mas na forma, a essência redundantemente é a mesma.
    Gosto do teu comentário, perspicaz como tu própria.

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